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6 de Novembro de 2008 - 16h05 - Última modificação em 6 de Novembro de 2008 - 16h05


Outubro registra queda de 11% na venda de carros novos, pior resultado desde 2003

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A comercialização de carros novos no mês de outubro caiu 11%, em comparação com o mês de setembro, conforme informou hoje (6) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram vendidas 239,2 mil unidades, o que mostra queda de 2,1% em relação ao mês anterior.

A produção também sentiu efeitos da crise internacional e registrou queda de 0,3% em comparação com o mesmo mês do ano passado e de 1,3% sobre o mês de setembro. "Estamos sentindo os efeitos da restrição de liquidez e a dificuldade de conseguir crédito", afirmou o presidente da Anfavea, Jackson Schneider.

Segundo ele, essa foi a maior queda de um mês para outro desde 2003, mas o fato não deve se repetir nos próximos meses, já que os bancos públicos, como a Nossa Caixa e o Banco do Brasil, vão injetar dinheiro no mercado – no caso do BB, serão R$ 4 bilhões. "Terá um impacto importante no mercado. Já poderemos sentir as melhoras nas próximas semanas", ressaltou Schneider.

Ele mostrou-se otimista e disse que 2009 não será um ano de recessão: "Temos condições potenciais de crescer, mas não tanto quanto crescemos em 2008." Ele afirmou que o país precisa superar o pessimismo. "Com a volta do fluxo de crédito, tudo deve voltar à normalidade."

O relatório divulgado pela Anfavea no começo desta tarde mostra ainda que foram criados mais de 500 postos de trabalho no setor. "Não cabe desespero, nem imaginar o pior, só porque está na moda", disse Schneider. A Anfavea manteve no relatório a estimativa de crescimento de 24,2% na produção.







 


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