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São Paulo - A comercialização
de carros novos no mês de outubro caiu 11%, em comparação
com o mês de setembro, conforme informou hoje (6) a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Foram vendidas 239,2 mil unidades, o que mostra queda de 2,1% em
relação ao mês anterior.
A produção
também sentiu efeitos da crise internacional e registrou queda
de 0,3% em comparação com o mesmo mês do ano
passado e de 1,3% sobre o mês de setembro. "Estamos
sentindo os efeitos da restrição de liquidez e a
dificuldade de conseguir crédito", afirmou o presidente
da Anfavea, Jackson Schneider.
Segundo ele, essa foi
a maior queda de um mês para outro desde 2003, mas o fato não
deve se repetir nos próximos meses, já que os bancos
públicos, como a Nossa Caixa e o Banco do Brasil, vão
injetar dinheiro no mercado – no caso do BB, serão R$ 4
bilhões. "Terá um impacto importante no mercado.
Já poderemos sentir as melhoras nas próximas semanas", ressaltou Schneider.
Ele mostrou-se otimista e disse que 2009 não
será um ano de recessão: "Temos condições
potenciais de crescer, mas não tanto quanto crescemos em
2008." Ele afirmou que o país precisa superar o
pessimismo. "Com a volta do fluxo de crédito, tudo deve
voltar à normalidade."
O relatório divulgado pela Anfavea no
começo desta tarde mostra ainda que foram criados mais de 500
postos de trabalho no setor. "Não cabe desespero, nem
imaginar o pior, só porque está na moda", disse
Schneider. A Anfavea manteve no relatório a estimativa de crescimento de 24,2% na produção.
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