|
São Paulo - A Superintendência
da Polícia Federal em Brasília negou hoje (10) que o
delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação
Satiagraha, vá ser indiciado ainda esta semana em inquérito
policial que investiga o vazamento de informações
durante as investigações.
A assessoria do órgão
disse à Agência Brasil que o delegado Amaro Viera
Ferreira, da Corregedoria da PF, ainda não relatou o inquérito
e que por essa razão ainda não é possível
indiciar nenhuma pessoa.
De acordo ainda com a
assessoria, não há prazo para que o inquérito,
que corre sob sigilo, seja relatado.
A possibilidade do
delegado Protógenes Queiroz ser indiciado foi veiculada hoje
(10) em jornais de grande circulação nacional. Uma
reportagem do jornal O Globo afirma que Protógenes será
indiciado ainda esta semana pelos crimes de quebra de sigilo
funcional, desobediência, usurpação de função
pública, prevaricação, grampos e filmagens
clandestinas. O jornal também afirma que o delegado pode
responder pelo uso de agentes da Agência Brasileira de
Inteligência (Abin) sem conhecimento de seus superiores e de
ter informado com antecedência a uma emissora de TV e a outros
policiais os nomes das pessoas que seriam presas durante a Operação
Satiagraha.
Na semana passada, uma
reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirmou que o delegado
corregedor Amaro Vieira Ferreira teria quebrado o sigilo telefônico,
sem ordem judicial, de dezenas de aparelhos Nextel usados por
jornalistas na noite em que a operação foi deflagrada,
para tentar descobrir o responsável pelo vazamento da operação
à imprensa.
Em nota, a Polícia
Federal negou a informação, afirmando que “não
investiga jornalistas no referido inquérito policial”.
A Operação
Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal no dia 8 de julho,
prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o
ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
Uma semana depois, o
delegado Protógenes Queiroz deixou a condução da
operação. Na época, a Polícia Federal
alegou que o próprio delegado pediu o seu afastamento do caso
para fazer um curso superior de polícia em Brasília.
Mas o delegado fez uma queixa formal à Procuradoria da
República em São Paulo afirmando ter sido afastado das
investigações.
Segundo a Polícia
Federal, depois de ser relatado, o inquérito feito pela
corregedoria será encaminhado para o Ministério Público
Federal, que pode abrir uma denúncia e levá-lo à
Justiça, devolvê-lo para a Polícia Federal ou até
mesmo considerá-lo inadequado, sem encaminhá-lo para
nenhum outro órgão.
|