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Brasília - A crise econômica
e o aumento da inflação afetarão em 2009 o bolso
dos pais de alunos de escolas particulares. O aumento no valor das
mensalidades será em média de 10%, calcula o presidente
da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep),
José Augusto Lourenço. Segundo ele, cada escola calcula
o aumento de acordo com seus custos e tem autonomia para fazer os
reajustes.
“Mas nós
orientamos esses estabelecimentos sobre todos os índices
existentes: inflação do período, INPC [Índice
Nacional de Preços ao Consumidor ], ICV [Índice
do Custo de Vida] , IGP-M [Índice Geral de Preços
de Mercado ]. Lembramos às escolas que as tarifas de luz,
telefonia e aluguéis são indexadas pelo IGP-M e esse
índice foi de 15% em julho e de 13% em agosto. Ou seja, está
mais de 100% acima da inflação, [cuja meta traçada pelo governo é de 6,5%, no máximo]”
, alerta.
De 2007 para 2008, o
aumento no valor das mensalidades em estabelecimentos particulares de
ensino foi de 8%. Segundo Lourenço, esse crescimento de 2% no reajuste se
deve à inflação registrada esse ano e às
turbulências dos mercados econômicos. Como as escolas só
podem ajustar o valor das mensalidades uma vez ao ano, é preciso prever os gastos do ano seguinte.
“Costumo dizer que
cada diretor precisa ter uma bola de cristal em cima da mesa e fazer
previsões para 2009. Infelizmente a inflação
desse ano foi muito maior do que a do ano passado e todas as escolas
precisam levar isso em conta. O futuro da nossa economia é uma
incógnita, mas o aumento da inflação é
uma tendência”, prevê.
Além da oscilição dos mercados e outros fatores econômicos, as escolas incluem em seus cálculos
os custos com novos equipamentos pedagógicos e a folha de
pagamento de professores, corpo técnico e administrativo. As regras são as mesmas para as instituições privadas de ensino superior, que nessa caso renovam o contrato não uma vez ao ano, mas por semestre.
As escolas e faculdades
particulares precisam apresentar os novos valores até 45 dias
antes do início das aulas. Lourenço frisa que nenhum
estabelecimento pode aumentar os valores no ano corrente. “O pai
precisa saber esses valores antes de fazer a matrícula.
Conhecer a escola, conversar com os diretores, coordenadores e ver se
o valor das parcelas cabe no seu orçamento”, recomenda.
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