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Brasília - O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), já admite levar para a
apreciação do Plenário o projeto de lei aprovado
na semana passada que cria o índice de correção
previdenciária. A matéria, de autoria do senador Paulo
Paim (PT-RS), foi aprovada em caráter terminativo na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS).
Na semana passada, o
líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse
que iria apresentar um requerimento à Mesa Diretora para que
a matéria fosse apreciada por todos os senadores. Hoje, o
presidente da Casa disse que, caso isso ocorra, não significa
que o Senado esteja “voltando atrás” de uma decisão.
“Um projeto pode ser
aprovado numa comissão e ser rejeitado em Plenário”,
lembrou. Amanhã (18), às 14h30, Garibaldi tem reunião
marcada com o ministro da Previdência, José Pimentel, o
relator-geral da proposta do Orçamento para 2009, senador
Delcídio Amaral (PT-RS), e senadores que defendem a proposta
de Paim. O objetivo é tentar construir um acordo com o
governo.
Hoje (17), durante a
sessão plenária, alguns parlamentares voltaram a
defender a recomposição das aposentadorias como prevê
o texto do projeto aprovada pela CAS. Papaléo Paes (PSDB-AP),
Mão Santa (PMDB-PI), Valter Pereira (PMDB-MS) e o líder
da minoria, Mário Couto (PSDB-PA), já admitem realizar
uma vigília durante toda a madrugada de quarta-feira (19) caso
não haja um entendimento como o ministro José Pimentel.
Essa vigília foi
suspensa na semana passada quando o ministro, numa reunião no
gabinete de Garibaldi, mostrou-se aberto a negociação
desde que os parlamentares indiquem uma fonte de custeio para as
despesas extras que a correção das aposentadorias e
pensões representará aos cofres da Previdência
Social.
A esses parlamentares
somou-se hoje o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Sem
defender a vigília proposta, Calheiros defendeu o índice
de correção das aposentadorias e pensões. De
acordo com ele, trata-se de “uma medida justa para que pessoas
desfrutem de uma aposentadoria justa”.
Renan Calheiros disse
ainda que a discussão conduzida pelo governo não deve
girar em torno dos impactos financeiros nos cofres da Previdência,
mas no impacto social que ela causará na parcela mais pobre da
sociedade.
O PT e o DEM reunirão
suas bancadas nesta terça-feira para tomar uma posição
sobre o assunto. A reunião da bancada do DEM está
agendada para as 12h e a do PT para as 13h, nas
respectivas lideranças.
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