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Brasília - O
ministro da Justiça, Tarso Genro, negou hoje (18) uma possível
crise dentro da Polícia Federal por conta dos últimos
episódios envolvendo a Operação Satiagraha e o
afastamento do delegado Protógenes Queiroz das investigações. “Não está havendo falta de controle, pelo contrário,
todos os controles da Polícia Federal estão sendo
aprimorados”, rassaltou.
Durante o
lançamento de um novo sistema de apoio ao Departamento de
Polícia Federal (DPF) no controle e fiscalização
de produtos químicos, ele destacou que a finalidade do novo software é combater não só o tráfico de drogas e o crime organizado mas também
aumentar o rigor dentro da própria instituição. A fiscalização,
de acordo com o ministro, é feita também por meio de equipes que visitam fábricas e portos.
Tarso
afirmou que, “por mais mérito que tenha uma operação”,
nada justifica desvios de conduta ou violação da
legalidade. Ele salientou o controle interno da
Polícia Federal serve justamente para sanar esse problemas.
“Por mais correta que seja
a investigação, por mais importante e
mesmo pelos bons objetivos que ela tenha alcançado, nenhum
tipo de investigação justifica desvios de conduta,
porque ela corre o risco de perder o mérito e isso é
uma preocupação da corregedoria.”
Durante a
cerimônia, o ministro informou ainda que o país irá
assinar o primeiro termo de revisão de colaboração
com a Bolívia no combate ao tráfico de drogas. Segundo
ele, o cenário de venda e consumo de entorpecentes na América
do Sul tem sido alvo de políticas de colaboração
entre países e a estratégia tem “estreitado” as
ações das quadrilhas.
“Vamos
avançar rapidamente no sentido de aperfeiçoar a nossa
colaboração – com a presença maior da Polícia
Federal na Bolívia, se isso for necessário. Essa é
a orientação que tiramos do governo.”
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