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Brasília - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou
para o dia 2 de dezembro o julgamento da abertura ou não de
processo administrativo contra o juiz da 6ª Vara Federal, Fausto
De Sanctis, responsável pelos decretos de prisão
preventiva cumpridos em julho na Operação Satiagraha
da Polícia Federal.
O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE)
apresentou reclamação no CNJ contra o magistrado pelo fato
dele ter repassado a policiais federais senhas que dão
acesso irrestrito a cadastros e históricos de ligações
telefônicas.
Ontem, o juiz De Sanctis foi mantido na condução da Operação Satiagraha, após decisão do
Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
Inicialmente prevista para entrar em pauta na
sessão de hoje do CNJ, a reclamação contra o
magistrado foi retirada da pauta pelo fato do relator, o corregedor
Gilson Dipp, ter presidido a sessão no lugar do ministro
Gilmar Mendes, que está na Alemanha.
Segundo informou a assessoria de imprensa do CNJ,
o processo e outros de responsabilidade da corregedoria do órgão
serão automaticamente incluídos na pauta da próxima
sessão do conselho, daqui a 15 dias.
O juiz De Sanctis foi alvo de críticas
públicas do presidente do CNJ e do STF por ter decretado uma
nova prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas durante a
Operação Satiagraha, a pedido do delegado Protógenes
Queiroz, após Mendes ter concedido habeas corpus em favor do
investigado.
Dantas foi solto novamente por decisão
liminar de Mendes, confirmada este mês no mérito pelo
plenário do STF. Na oportunidade, outros ministros da Corte
também criticaram duramente o comportamento do magistrado, que teria afrontado a instância máxima da
Justiça brasileira.
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