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Brasília - Das nove capitais da Amazônia Legal, sete
apresentam risco de surto de dengue nos meses chuvosos do inverno da
região, entre novembro e março. Apenas em Palmas e em
Macapá, a situação é menos preocupante.
O alerta foi dado hoje (20) pelo ministro da
Saúde, José Gomes Temporão, ao divulgar os dados
de um estudo feito pelo ministério que mostra o risco de
infestação pela dengue, o Levantamento Rápido de
Índice de Infestação por Aedes Aegypti (Lira).
Na pesquisa, o Ministério da Saúde
pesquisou imóveis em 161 municípios brasileiros, entre
capitais e municípios com mais de 100 mil habitantes.
De acordo com o ministro, os resultados permitem a
rápida tomada de decisão para o planejamento e a
intensificação de ações de combate ao
vetor da doença, as larvas do mosquito da dengue. Também
vão ser elaboradas atividades de mobilização e
de educação da população.
Pelos critérios da pesquisa, o índice
abaixo de 1% é considerado satisfatório. Entre 1% e 4%
por cento, é situação de alerta. Acima de 4%, há
risco de surto de dengue.
O ministro afirmou, ainda, que algumas capitais da
Amazônia apresentaram redução de nível de
infestação em relação à medição
feita em 2007, mas permanecem em situação de alerta.
“Manaus, Porto Velho e Belém também apresentam,
dentro daquela faixa de variação, áreas com mais
de 7% de variação. Merece, portanto, toda a atenção."
Temporão citou dois municípios, um
do Acre e outro de Mato Grosso. que estão com a situação
mais preocupantes. “Em Epitaciolândia, no Acre, e Várzea
Grande, no Mato Grosso, a situação é crítica,
é necessária uma mobilização imediata.
Várzea Grande, que em 2007 já estava em situação
de risco, ampliou o índice de infestação,
atingindo 6.1%”, revelou.
De acordo com o estudo, 37% das manifestações
do mosquito se encontram na rede de abastecimento de água, 19%
nas residências e nos locais de trabalho e 43% lixo e onde há
resíduos sólidos.
Também presente na divulgação
do estudo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que as Forças
Armadas vão ajudar no combate à dengue. “A idéia
aqui é que o Exército se disponha, Marinha e
Aeronáutica, de nós termos equipes de alerta, para que,
em 24 horas, estejam no local”, disse Jobim.
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