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Brasília - A partir de 2010, o gás clorofluorcarbono (CFC) deixará de ser produzido em todo o mundo. Para alertar a classe médica sobre as conseqüências da medida, o Ministério do Meio Ambiente montou um estande no 24º Congresso Brasileiro de Pneumologia, que
começa hoje (21), em Brasília.
A indústria farmacêutica é o único setor no
Brasil que ainda usa o gás, principalmente como propelente em sprays contra
asma, doença que afeta mais de 12 milhões de brasileiros. De acordo com a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o CFC é usado em 14
medicamentos registrados, 12 indicados para doenças pulmonares, um para
queimaduras e outro para a garganta.
O produto é importado já que a produção nacional foi suspensa desde 1999, depois que o país aderiu ao Protocolo de Montreal, que prevê o
fim da fabricação e consumo do CFC, até 2010, em função dos prejuízos causados pela substância ao meio ambiente.
Durante o congresso em Brasília, os médicos
pneumologistas serão instruídos a conversar com os pacientes sobre a
substituição dos medicamentos que contêm o gás. Segundo o ministério, a
orientação dos profissionais de medicina é necessária para garantir que a
substituição dos medicamentos aconteça da melhor forma.
A ação faz parte do Plano Nacional de Eliminação
de CFCs. No estande, serão distribuídas cartilhas do Programa de Proteção da
Camada de Ozônio (Prozon), desenvolvido pelo Ministério.
No ano passado, a Anvisa e o Ministério da Saúde realizaram
consulta pública sobre a proibição de inaladores de dose medida,
conhecidas como “bombinhas para controle de asma”, que contêm CFC. Segundo a
Anvisa, a consulta ainda não virou resolução e deve ser discutida
pela diretoria da agência ainda este mês.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente,
o consumo brasileiro de CFC caiu de 11 mil toneladas, em 1993, para 318
toneladas, em 2007.
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