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Brasília - A juíza da Vara
de Registros Públicos do Distrito Federal (DF), Gildete Silva
Balieiro, negou os pedidos de impugnação de registro do
futuro Setor Noroeste, faixa de terra localizada no Plano Piloto de
Brasília. Ela argumentou na sentença que o terreno não
é uma reserva tradicional, e os índios que ocupam a
área são invasores de terra pública
A decisão da
Justiça autoriza a Companhia Imobiliária de Brasília
(Terracap) a registrar as terras em cartório e começar
a venda dos lotes. A sentença ainda cabe recurso, mas o
governo do DF espera lançar o primeiro edital de licitação
do novo bairro antes do Natal.
O Setor Noroeste terá
22 quadras residenciais com 11 prédios cada. Na primeira
concorrência pública, o governo vai vender 55 prédios
residenciais, o que deve render cerca de R$ 1 bilhão ao
governo.
Em outubro, a Terracap deu entrada
no 2º Ofício de Registro de Imóveis, pedindo a
escritura da área. Mas indígenas que vivem no local
questionaram o registro, argumentando que a propriedade seria
particular. Também houve dois outros pedidos de impugnação.
A Fatto Incorporadora argumentou
também que as terras não são da Terracap. Já
o Grupo OK usou como justificativa uma dívida de R$ 5 milhões
que a companhia teria com a empresa, para pedir a negativa do
registro.
O presidente da Terracap, Antônio
Gomes, comemorou a decisão. “Nossa expectativa é
lançar o primeiro edital ainda este ano. Se eles recorrerem,
estarão demonstrando que têm má fé, já
que a Justiça se manifestou totalmente favorável à
Terracap”, disse.
A Terracap pretende arrecadar com
vendas de lotes no Setor Noroeste cerca de R$ 3 bilhões, sendo
que R$ 1 bilhão já na primeira licitação.
A Fundação Nacional do
Índio (Funai) informou através de sua assessoria que
está analisando a decisão da Justiça e ainda não
definiu as providências que pretende tomar.
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