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28 de Novembro de 2008 - 16h39 - Última modificação em 28 de Novembro de 2008 - 17h27


Jovem líder empresarial quer disseminar cultura empreendedora no país

Jorge Wamburg
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Goiânia - Ser jovem empresário no Brasil é participar de um processo de crescimento econômico num país, que, historicamente, não é empreendedor e não se preocupa com o crescimento da cultura empreendedora.

Para mudar essa situação, há meios que estão sendo usados por lideranças do setor, como o empresário Marcelo Azevedo dos Santos, que já comemora avanços, apoiado em estatísticas sobre a atividade empresarial abaixo dos 40 anos de idade. Aos 35 anos, Marcelo é uma dessas lideranças.

Parte desses jovens empresários estão reunidos desde quarta-feira (26), no 14º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, que termina hoje à noite no Centro de Convenções de Goiânia e é promovido pela Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje).
Depois de três dias de palestras, mesas-redondas e muita conversa, Marcelo, que preside a confederação, faz um balanço otimista do encontro e diz que o objetivo principal foi alcançado: capacitar o jovem empresário para exercer a sua atividade num ambiente seguro e ético para os negócios. Da mesma forma, ele vê com confiança o futuro para aqueles que fazem a opção de se tornarem empreendedores no mundo dos negócios.

“Nós tínhamos, em 2004, de acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que monitora 42 países, um percentual de apenas 36% de empreendedores por oportunidade de negócio [aqueles que verificam um nicho de mercado e o exploram] e passamos a ter, em 2007, 56,84% por oportunidade”, comemora ele, destacando, ainda, que o Brasil, mesmo sem possuir uma cultura empreendedora, é o nono país mais empreendedor do mundo.

Apesar disso, ele diz que ser jovem empreendedor no Brasil ainda é um desafio: não tem acesso ao crédito, por não ter garantias para apresentar às instituições bancárias. Por isso, “é um abnegado [o empresário empreendedor] em implementar seus sonhos”. O presidente da Conaje acredita que o país vai chegar 100% de empreendedores por oportunidade.

Mas ele se define um otimista. “Não acho que seja impossível, porque o empreendedor  por oportunidade é aquele que visualiza um nicho de mercado. Já por necessidade, é aquele que não tem alternativa, não tem emprego e se lança ao mercado de trabalho. O que nos faria chegar a 100% é a cultura empreendedora. O que não tem emprego e se tornaria empresário por necessidade, mas se tivermos uma cultura empreendedora, ele vai se preparar para o negócio.”

Para ele, é preciso mudar no país o pensamento de que ganhar dinheiro é antiético. “Isso é cultural, está nas origens da colonização portuguesa do país, mas podemos mudar”. "Eu sei que a gente vai conseguir chegar ao objetivo,  se não em dois, três ou cinco anos, mas em dez, 50 ou 100 anos, a gente consegue ter um Brasil muito melhor. Os países escandinavos são os mais éticos e ricos empreendedores do mundo. Por que não podemos tê-los como exemplo e querermos chegar lá?", indaga-se Marcelo, evidenciando sua esperança de ter uma país melhor e mais competitivo.

Jovem empresário é aquele que tem, no máximo, 34 anos, conforme critério utilizado pela Secretaria Nacional de Juventude do governo federal. A idade-chave de 34 anos é baseada em padrão definido pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Para a confederação [a Conaje], nós estendemos essa jovialidade até os 40”, diz o presidente da entidade, lembrando que essa é a idade limite para integrar a diretoria da entidade. A Conaje tem unidades em todos os estados e conta com cerca de 20 mil integrantes. 



 


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