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Brasília - Cerca de 190 países participam até o dia 13
de mais uma jornada de negociação para definir o substituto do Protocolo de Quioto, que
atualmente regula as emissões de gases de efeito estufa e
vence em 2012. A 14° Conferência das Partes sobre o Clima
(COP-14) deve reunir mais de 9 mil pessoas em Póznan, na
Polônia.
O encontro é o meio do caminho entre a COP-13, em Bali, quando os países
definiram um roteiro de negociação – o chamado Mapa
do Caminho – e a próxima reunião, já marcada
para 2009 em Copenhagen (Dinamarca), prazo final para se chegar a um
novo acordo global sobre o clima.
Criado em
1997, o acordo de Quioto determina que as nações
industrializadas devem reduzir, até 2012, as emissões
de gases de efeito estufa em aproximadamente 5% abaixo dos níveis
registrados em 1990. Para o próximo período de
compromisso, a expectativa é de que as metas sejam mais
ambiciosas.
Na
abertura do debate na manhã de hoje (1º), o secretário executivo da
Convenção-Quadro da Organização das
Nações Unidas sobre Mudança Climática,
Yvo de Boer, lembrou o alerta do Painel Intergovernamental de
Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês)
sobre a necessidade de medidas urgentes para evitar o aquecimento do
planeta.
“Estamos
em um cenário histórico, em um momento importante na
negociação sobre mudança climática: na
metade do caminho para Copenhagen. Precisamos tomar decisões
importantes que irão estabelecer uma base sólida para
um resultado ambicioso a ser acordado em 2009, para redirecionar o
desenvolvimento futuro da humanidade."
Na agenda
das delegações, temas como a Redução de
Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD),
transferência de tecnologia entre países, financiamento
de ações de mitigação e adaptação
e metas quantitativas de redução de emissões de
gases de efeito estufa.
A crise
financeira mundial – que poderá encarecer as alternativas
ambientalmente sustentáveis – deverá nortear as negociações. A eleição
do democrata Barack Obama para a presidência norte-americana
também estará na pauta da COP-14. Os Estados
Unidos são o único país desenvolvido que não
ratificaram o Protocolo de Quioto.
Os
ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty),
do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia integram a delegação
brasileira em Póznan. O ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, desembarcará na Polônia na segunda semana da COP,
na fase de decisões da reunião.
Matéria alterada para adequação de título.
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