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Brasília - As metas
de redução de desmatamento da Amazônia, previstas
no Plano Nacional sobre Mudança do Clima, lançado hoje
(1°) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem
reduzir a devastação da floresta em mais de 70% até
2017 de acordo
com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Segundo ele, se cumpridas as metas,
o tamanho da devastação deve cair de 19 mil quilômetros
quadrados (média dos últimos dez anos) para cerca de
cinco mil quilômetros quadrados.
O Plano
prevê metas escalonadas, com redução de 40% entre
2006 e 2009 e quedas posteriores 30%, calculadas com base em novas
médias a cada quatro anos. “Com isso, a meta é que,
em 2017, o desmatamento seja de cerca de cinco mil quilômetros
quadrados, redução de 72%. É uma meta mais
ousada do que a da Inglaterra, que prevê redução
de 80%, mas até 2050”, comparou Minc.
O
desmatamento é a principal fonte de emissões de gases
de efeito estufa do Brasil, responsável por cerca de 75% do
total. É a primeira vez que o estabelecimento de metas para o
desmate integra um plano governamental. No entanto, o próprio
documento informa que o cumprimento está sujeito a
condicionantes.
“A
consecução dessas reduções dependerá
necessariamente de recursos nacionais e internacionais, novos e
adicionais, em níveis correspondentes à dimensão
do problema”, diz o texto.
Além
das metas para o desmatamento, o Plano confirma ações
apontadas na primeira versão do documento, apresentada em
setembro, entre elas medidas de eficiência energética,
como a redução do desperdício nas linhas de
transmissão de energia e o aumento da oferta de eletricidade
produzida por co-geração, principalmente com o bagaço
de cana-de-açúcar.
O aumento
de 11% do uso do etanol nos próximos dez anos e antecipação
de 2013 para 2010 da mistura obrigatória de 5% de biodiesel ao
diesel estão entre as medidas do Plano. A substituição
de cerca de 1 milhão de geladeiras que ainda utilizam gás
CFC e a duplicação da área de florestas
plantadas no país também são traçados
como objetivos do governo para o enfrentamento das mudanças
climáticas.
A
secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade
Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Kahn, acredita que o lançamento do Plano será como
um dever de casa que o Brasil levará à Conferência da
Organização das Nações Unidas sobre
Mudança Climática, que começou hoje na Polônia.
“O
nosso [plano] é melhor que o da China e o da Índia e
foi o único que teve consulta pública, e isso dá
uma legitimidade muito maior”, comparou.
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