|
Brasília - O Cadastro Nacional
de Improbidade Administrativa foi lançado hoje (2) pelo
Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele vai reunir os dados de
pessoas ou empresas condenadas na esfera cível pela má
administração de recursos públicos. O Conselho
ainda firmou parcerias com o Ministério Público, a
Controladoria Geral da União e o Ministério da Justiça,
para que os representantes desses órgãos em todo o país
possam consultar os dados do cadastro.
Uma das possibilidades abertas pelo cadastro é
permitir maior controle sobre autoridades públicas, no sentido de evitar,
por exemplo, que prefeitos, vereadores ou funcionários
públicos condenados por ações ilegais em um
município ou Estado sejam eleitos ou contratados em outros
locais.
Segundo o conselheiro Felipe Locke, o cadastro também vai
garantir mais eficácia nas decisões judiciais, quanto
ao ressarcimento de valores indevidamente recebidos, cumprimento de
multas e proibição de contratação pela a
administração pública. Ele disse que o cadastro já está em fase de processamento das informações. “O sistema já está em
funcionamento desde ontem (1º). Nós esperamos, dentro de
90 dias, termos os dados completos”, afirmou.
Felipe Locke informou que o cadastro será
alimentado com informações repassadas pelos tribunais
de justiça de todo país. As corregedorias dos tribunais
vão receber ofícios do CNJ, com determinações
para que os juízes alimentem com dados o cadastro.
O procurador-geral da República, Antonio
Fernando Souza, destacou a importância da medida como uma
ferramenta que vai facilitar as ações de procuradores
e magistrados no conhecimento dos processos já julgados.
“O efeito direto desse termo de cooperação
se dá na efetividade da execução de decisões
que impõem a condenação por improbidade e também
no feito de publicidade que ele tem”, disse.
|