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Brasília - O presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, enviou hoje (3) uma
representação à Procuradoria-Geral da República
em que solicita a apuração de uma eventual ligação
entre um ex-funcionário do STF e o grupo do banqueiro Daniel
Dantas, condenado ontem (2) a dez anos de prisão pelo juiz
Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São
Paulo.
Em sua sentença,
De Sanctis citou uma série de telefonemas de Hugo Chicaroni,
intermediário de uma oferta de propina de Dantas para um
delegado da Polícia Federal, para Sérgio de Souza
Cirillo, coronel da reserva do Exército, que ocupou cargo
comissionado na Secretaria de Segurança do STF, entre os dias
30 de julho e 6 de outubro deste ano, quando foi exonerado.
Os contatos telefônicos
ocorreram entre os dias 4 de junho e 7 de julho deste ano, véspera
da deflagração da Operação Satiagraha, da
Polícia Federal. “Tal fato revela, pois, que os acusados,
para alcançar seus objetivos espúrios, dias antes de
oferecer e pagar vantagem às autoridades policiais atuavam,
sem medir esforços, em suas tentativas de obstrução
de procedimento criminal, tentando espraiar suas ações
em outras instituições”, diz, em sua sentença,
o juiz De Sanctis.
Segundo a assessoria do
STF, Cirillo foi desligado dos quadros do tribunal por questões
administrativas, sem ligação com qualquer desdobramento
da operação da PF.
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