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São Paulo - O advogado Nélio Machado, que defende o
banqueiro Daniel Dantas, disse que não conhece o
ex-funcionário do Supremo Tribunal Federal (STF) Sérgio
de Souza Cirillo, um coronel da reserva do Exército que ocupou
o cargo no STF entre os dias 30 de julho e 06 de outubro deste ano,
quando foi exonerado.
Cirillo é citado no processo que condenou o
banqueiro Daniel Dantas como o homem que manteve contatos telefônico
com Hugo Chicaroni, funcionário de Dantas e que também foi condenado. Os dois teriam trocado telefonemas em nove
oportunidades, entre 04 de junho e 07 de julho deste ano, um dia
antes da Operação Satiagraha ter sido deflagrada em São
Paulo e Chicaroni ter sido preso.
“Eu não conheço nenhum assessor do
ministro Gilmar Mendes. Eu conheço o ministro, que também
me conhece. Há 34 anos eu defendo causas no Supremo e eu
jamais precisei de assessor de quem quer que seja para falar com
qualquer magistrado, especialmente ministros do Supremo Tribunal
Federal que são exemplares no acesso que dão aos
advogados”, disse o advogado Nélio Machado em entrevista
concedida ontem (2) em São Paulo.
Hoje (3), o presidente do STF Gilmar Mendes
informou que enviou uma representação à
Procuradoria Geral da República solicitando a apuração
de uma suposta ligação de Cirillo com o grupo
coordenado por Dantas.
Ontem, o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara
Federal Criminal de São Paulo, condenou o banqueiro Daniel
Dantas a dez anos de prisão, em regime fechado, e multa de
mais de R$ 1,4 milhão por corrupção ativa. No
processo que levou a condenação, Dantas é
acusado de tentar subornar um delegado da Polícia Federal para
ter seu nome retirado das investigações da Operação
Satiagraha.
Na sentença que condenou o banqueiro Daniel
Dantas, o juiz Fausto De Sanctis disse que Hugo Chicaroni, também
condenado junto com Dantas, teria ligado para Cirillo, um
“especialista em guerra eletrônica, com experiência
profissional na área de Inteligência e
Contra-Inteligência”.
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