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Brasília - Em peregrinação
pela rejeição da Ação Direta
de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona a lei do piso nacional
do magistério, membros da Frente Parlamentar em Defesa do Piso
Salarial dos Professores se encontram na tarde de hoje (3) com dois ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF). A Adin, assinada pelos governadores do
Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul
e Ceará, questiona uso da denominação
“vencimento básico”, em vez de “piso salarial”.
“Nosso propósito
é colocar para os ministros o quanto essa lei foi debatida,
seja na Câmara ou no Senado. Foram mais de 13 meses de
discussão, ela foi aprovada por unanimidade e teve sua
constitucionalidade respaldada pela Comissões de Constituição
e Justiça da duas casas. É uma lei que significa
muito não só para os 2 milhões de professores
que ela vai beneficiar, mas para a educação brasileira e conseqüentemente para toda a sociedade”,
argumenta a presidente da frente parlamantar, deputada Fátima Bezerra
(PT-RN).
A lei, sancionada em
junho, estabelece um piso de R$ 950 para os professores e determina
que um terço da carga-horária do profissional deve ser
reservada para atividades extraclasse (atualização,
cursos, preparação de aulas). A frente parlamentar já teve
audiências com o ministro Marco Aurélio e com o relator
da ação, Joaquim Barbosa, que adiantou que pretende definir seu voto até 15 de
dezembro.
“Por isso, achamos conveniente conversar com os demais ministros um a um, já
que eles vão ter que tomar uma posição sobre
essa importante matéria. Na quinta-feira, devemos conversar com
o ministro Eros Grau e continuamos com as audiências na semana
que vem”, explica a deputada.
Segundo Fátima,
o ministro Marco Aurélio se mostrou “sensível” à
questão. “É claro que ele não pode adiantar o
seu voto, mas disse que mais do que nunca devemos olhar com cuidado para a
educação brasileira.”
A Frente Parlamentar em
Defesa do Piso Salarial dos Professores é formada por 256
deputados e 58 senadores. A presidente alega que todos os atores
envolvidos na área educacional foram “amplamente” ouvidos
antes da aprovação da lei.
“O relator percorreu
todos os estados da Federação, ouviu prefeitos,
governadores e secretários de Educação
municipais e estaduais. O valor de R$ 950 ainda está
aquém do que o professor precisa e merece. Ele é um piso
muito pequeno, estamos falando de pouco mais de dois salários
mínimos e ainda tem gente questionando. Isso é
inaceitável”, critica Fátima.
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