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Brasília - O prefeito eleito de Macapá, Roberto Góes (PDT), e a vice Helena Guerra
(DEM) tiveram os registros de candidatura cassados por decisão do juiz
da 10ª Zona Eleitoral da capital do Amapá, Marconi Pimenta. Eles são
acusados de ter cometido abuso de poder político e econômico no
processo eleitoral ao se utilizarem de programas sociais oficiais para
a obtenção de votos.
A sentença prevê a suspensão dos direitos
políticos dos candidatos por três anos, além do pagamento de multa de
30 mil ufir ( aproximadamente R$ 31.923). A secretária de Ação
Social de Macapá, Marília Góes (esposa de Roberto) também ficará
inelegível pelo mesmo período dos candidatos.
Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O juiz faz referência a uma reunião de autoridades municipais com as
beneficiárias do programa social “Renda Para Viver Melhor”. Na
oportunidade, teria ocorrido a promessa da criação de um novo programa
destinado primordialmente aos filhos das mesmas beneficiárias,
acompanhada de pedido de votos a Roberto Góes.
“É claro que não se disse vote em fulano que em janeiro você terá o
benefício do programa para seu filho. Não. Como disse
antes, há atualmente esmero na entrega de promessa de benefício em
troca de votos. Falou-se do programa, da destinação do programa, e
pediu-se o voto, seja pela Secretária de Inclusão e Mobilização Social,
seja por seus prepostos”, descreveu o juiz.
“Aí está a configuração da manipulação da vontade eleitoral. Aos olhos
dos eleitores não é o Poder Público que promove programas sociais
necessários à comunidade, mas sim a secretária Marília Góes [esposa de
Roberto Góes]. O que resta confirmada a captação ilícita de sufrágio,
uma vez que os mesmos estão se apropriado de serviços públicos para
promoverem-se eleitoralmente, com o fim de obtenção de votos."
Roberto Góes ainda responde no TRE-AP a um processo por propaganda
eleitoral antecipada, ajuizado em 9 de outubro deste ano pelo
Ministério Público Eleitoral. Ele entrou esta semana com um recurso no
TSE em que pede a anulação da decisão da corte estadual de dar
seguimento ao processo.
Na disputa de segundo turno para a prefeitura da capital do Amapá, Góes
obteve 51,66% dos votos válidos, e Camilo Capiberibe, do PSB, ficou com
48,34%.
* A matéria foi ampliada
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