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3 de Dezembro de 2008 - 12h20 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2008 - 12h20


Meirelles reúne-se com deputados para avaliar situação do Brasil diante da crise mundial

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Deputados da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados reuniram-se hoje (3) com o presidente do Banco Central, ministro Henrique Meirelles. Ele informou os parlamentares sobre a situação do Brasil frente à crise econômica mundial.

Segundo o deputado Guilherme Campos (DEM-SP), o tom da reunião foi “mais amistoso do que de cobrança”. Na opinião do parlamentar, o Brasil está em uma situação econômica privilegiada, mas o impacto da crise será percebida mais fortemente no primeiro trimestre de 2009.

“O Brasil ainda está no embalo de final de ano”, afirmou. Para Campos, “o BC está fazendo a parte dele”. No entanto, acrescentou, o governo precisa reduzir os gastos públicos.

Campos assinalou que a crise, no Brasil, está ligada a setores específicos – crédito e exportações - e foi agravada por causa das enchentes em Santa Catarina, o que provocou o fechamento do porto de Itajaí.

Na avaliação do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), apesar de não ser possível dimensionar “o tamanho” da crise financeira internacional, o Brasil está em situação privilegiada por contas das reservas internacionais e outros fatores econômicos. Contudo, alertou, o impacto da situação fiscal ainda não foi totalmente medido.

Hauly defendeu um pacto entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo para enfrentar a crise, que deve levar dois anos para ser superada.


De acordo com Campos, o tema inflação não foi debatido na reunião com Meirelles. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se para definir a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para controlar a inflação. A Selic está em 13,75% ao ano.


Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa das cinco instituições financeiras que mais acertam as projeções é de que Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 6,4%. Esse percentual está próximo do limite superior da meta de inflação para o ano, que é de 6,5% - o centro é de 4,5%.



 


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