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Brasília - Deputados da Comissão
de Finanças e Tributação da Câmara dos
Deputados reuniram-se hoje (3) com o presidente do Banco Central,
ministro Henrique Meirelles. Ele informou os parlamentares sobre a
situação do Brasil frente à crise econômica
mundial.
Segundo o deputado
Guilherme Campos (DEM-SP), o tom da reunião foi “mais
amistoso do que de cobrança”. Na opinião do
parlamentar, o Brasil está em uma situação
econômica privilegiada, mas o impacto da crise será
percebida mais fortemente no primeiro trimestre de 2009.
“O Brasil ainda está
no embalo de final de ano”, afirmou. Para Campos, “o BC está
fazendo a parte dele”. No entanto, acrescentou, o governo precisa
reduzir os gastos públicos.
Campos assinalou que a
crise, no Brasil, está ligada a setores específicos –
crédito e exportações - e foi agravada por causa
das enchentes em Santa Catarina, o que provocou o fechamento do porto
de Itajaí.
Na avaliação
do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), apesar de não ser
possível dimensionar “o tamanho” da crise financeira
internacional, o Brasil está em situação
privilegiada por contas das reservas internacionais e outros fatores
econômicos. Contudo, alertou, o impacto da situação
fiscal ainda não foi totalmente medido.
Hauly defendeu um pacto
entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo para
enfrentar a crise, que deve levar dois anos para ser superada.
De acordo com Campos, o
tema inflação não foi debatido na reunião
com Meirelles. Na próxima semana, o Comitê de Política
Monetária (Copom) reúne-se para definir a taxa básica
de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para controlar a
inflação. A Selic está em 13,75% ao ano.
Segundo o boletim
Focus, do Banco Central, a estimativa das cinco instituições
financeiras que mais acertam as projeções é de
que Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o
ano em 6,4%. Esse percentual está próximo do limite
superior da meta de inflação para o ano, que é
de 6,5% - o centro é de 4,5%.
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