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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança
Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix, previu hoje (3) que, dentro de
duas semanas, deve estar concluída sindicância interna aberta para
investigar se funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
grampearam autoridades, entre elas, o presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Gilmar Mendes. Ele informou, no entanto, que o futuro de Paulo
Lacerda, diretor afastado da Abin, só será definido após a conclusão do inquérito da
Polícia Federal.
Sem antecipar resultados da sindicância sigilosa, o
general limitou-se a dizer que os trabalhos não serão prorrogados.
“Estamos terminando o relatório”, disse à imprensa, durante celebração
dos 70 anos do GSI, no Palácio do Planalto. Ele não informou se o
relatório final será divulgado publicamente.
Sobre uma possível volta de Paulo Lacerda ao comando
da Abin, Félix afirmou que a decisão é do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva que, segundo o general, aguardará o término das investigações
da Polícia Federal sobre o caso. “O presidente deixou bem claro que
esperaria o decorrer do prazo do inquérito. O sindicante não dispõe dos
mesmos meios de que dispõe o encarregado do inquérito. A sindicância é
administrativa, é interna”, justificou.
“A sindicância é para apurar a questão daquilo que
foi chamado de possível ocorrência de uma escuta telefônica e
eventualmente definir se há responsabilidade de integrantes da Abin”,
acrescentou.
Em setembro, Lula determinou o afastamento temporário
de Lacerda depois da suspeita de que agentes da Abin teriam realizado
escutas telefônicas ilegais.
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