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Brasília - O Brasil
tem dois desafios em relação à camada pré-sal:
manter os investimentos de prospecção e de exploração
de petróleo nessa região e evitar que o país
seja atingido pela chamada “maldição do óleo”,
ou seja, a desindustrialização da economia e a
dependência financeira das reservas petrolíferas. A
afirmação foi feita agora há pouco pela
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante audiência
pública conjunta na Câmara dos Deputados.
A
ministra também rebateu os argumentos de que a exploração
do pré-sal só vai ocorrer no futuro. “O pré-sal
é para agora e é instrumento fundamental para
posicionar o Brasil na retomada [da economia]”, disse.
Dilma
enumerou ainda medidas que o país deve tomar para que a
exploração do pré-sal gere recursos e, ao mesmo
tempo, desenvolvimento econômico e empregos. Segundo ela, o
Brasil precisa fazer licitações para contratar sondas,
barcos de apoio e ancoradores, firmar contratos de longo prazo para
prestação de serviços e oferecer suporte à
expansão da capacidade da indústria naval.
De acordo
com a ministra, em razão do alta volume e da qualidade do óleo
da camada pré-sal, o Brasil deixará de ser importador
para ser exportador de petróleo. Ela foi convidada para participar da audiência pública conjunta da Câmara dos Deputados que discute os impactos da crise econômica mundial no Brasil e as ações do governo para enfrentá-la.
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