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Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), prorrogou há pouco, por mais 60 dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas. Se não fosse prorrogada, a CPI acabaria amanhã (5).
Chinaglia explicou que o pedido de prorrogação não precisou ser votado em plenário porque todos os líderes assinaram requerimento concordando com a prorrogação. Essa é a segunda vez que a comissão é prorrogada - a primeira ocorreu há dois meses, também com o consentimento dos líderes.
Agora a CPI dos Grampos segue até março, pois o período de recesso parlamentar não conta para o prazo de atividade da comissão.
O pedido de prorrogação
foi apresentado pelo relator da CPI das Escutas Telefônicas
Clandestinas, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA). “A
idéia é que comecemos, na semana que vem, a ouvir os
juristas e março seria só para discussão do
relatório”, adiantou o parlamentar.
Segundo ele, as
informações sobre as escutas clandestinas ainda estão
chegando à CPI e precisam ser analisadas. “Ontem, tivemos
uma reunião com três juizes do CNJ [Conselho Nacional
de Justiça] para discutir a metodologia de apuração
de quantas interceptações ocorreram. Estamos requerendo
das operadoras informações referentes a 2008. Vamos
aproveitar o recesso para discutir uma série de sugestões
ao nosso projeto de lei, que propõe alteração na
legislação de interceptações
telefônicas”, afirmou Pellegrino.
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