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4 de Dezembro de 2008 - 12h31 - Última modificação em 4 de Dezembro de 2008 - 12h41


Construção civil descarta compromisso de manter empregos, mesmo com incentivos

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, descartou qualquer compromisso do setor de garantir empregos, mesmo com os incentivos oficiais concedidos para o enfrentamento da crise global que também tem atingido a economia brasileira.

“O setor está disposto a produzir, já que tem esses recursos. Ele mantém o emprego que ele pode produzir. O setor está disposto a produzir na medida que ele tem esses recursos. Não tem pacto”, disse.

Ele enfatizou que a construção gerou neste ano 310 mil novas vagas, muito mais do que outros setores da economia, e citou que enquanto o desemprego no país chegou a 7,5%, no setor ficou em apenas 4,4%. Para ele, se o governo continuar investindo na construção a tendência é que o emprego aumente.

Mesmo tentando mostrar otimismo, Simão não descarta dificuldades pela frente com a redução de recursos para o setor já que haverá queda prevista na arrecadação do governo e no financiamento externo. Ele discutiu alternativas como ministro Guido Mantega para agilizar o andamento de obras públicas, incluindo as que fazem parte do Programada de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Vamos trabalhar, agora, com obras públicas, incluindo o PAC. Acho que o governo tem grande responsabilidade no ano que vem e em 2010. A partir do momento em que as obras imobiliárias vão sofrer redução, o PAC e as obras terão uma importância em 2009 e 2010 para segurar a economia e o setor”.

Simão disse que os problemas que espera resolver têm a ver com a morosidade na liberação das licenças ambientais, nas ações do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União, que têm embargado obras até apurar a regularidade das mesmas.

“Temos muitos problemas que estão travando as obras. Ambientais, problemas de projeto, de deficiência de órgão, problemas de TCU e CGU”, afirmou. Safady Simão acredita que mesmo assim, a construção deva crescer mais de 3% no ano que vem, mesmo com alguns analistas já prevendo um crescimento da economia abaixo de 3% do Produto Interno Bruto.

Simão fez as declarações ao chegar para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às 15h, ele tem reunião  com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.



 


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