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Brasília - O presidente da Câmara Brasileira da
Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, descartou qualquer compromisso do setor de garantir empregos, mesmo
com os incentivos oficiais concedidos para o enfrentamento da
crise global que também tem atingido a economia brasileira.
“O setor está disposto a produzir, já
que tem esses recursos. Ele mantém o emprego que ele pode
produzir. O setor está disposto a produzir na medida que ele
tem esses recursos. Não tem pacto”, disse.
Ele enfatizou que a construção gerou
neste ano 310 mil novas vagas, muito mais do que outros setores da
economia, e citou que enquanto o desemprego no país chegou a
7,5%, no setor ficou em apenas 4,4%. Para ele, se o governo continuar
investindo na construção a tendência é que
o emprego aumente.
Mesmo tentando mostrar otimismo, Simão não
descarta dificuldades pela frente com a redução de
recursos para o setor já que haverá queda prevista na
arrecadação do governo e no financiamento externo. Ele
discutiu alternativas como ministro Guido Mantega para agilizar o
andamento de obras públicas, incluindo as que fazem parte do
Programada de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Vamos trabalhar, agora, com obras
públicas, incluindo o PAC. Acho que o governo tem grande
responsabilidade no ano que vem e em 2010. A partir do momento em que
as obras imobiliárias vão sofrer redução,
o PAC e as obras terão uma importância em 2009 e 2010
para segurar a economia e o setor”.
Simão disse que os problemas
que espera resolver têm a ver com a morosidade na liberação
das licenças ambientais, nas ações do Tribunal
de Contas da União e da Controladoria-Geral da União,
que têm embargado obras até apurar a regularidade das
mesmas.
“Temos muitos problemas que estão
travando as obras. Ambientais, problemas de projeto, de deficiência
de órgão, problemas de TCU e CGU”, afirmou. Safady
Simão acredita que mesmo assim, a construção
deva crescer mais de 3% no ano que vem, mesmo com alguns analistas já
prevendo um crescimento da economia abaixo de 3% do Produto Interno
Bruto.
Simão fez as declarações
ao chegar para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às 15h, ele tem reunião com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
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