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Brasília - O setor imobiliário vai muito
bem e não precisa ser salvo, na opinião do presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção, Paulo
Safady Simão. Ela fez o comentário ao se referir à
decisão da Caixa Econômica Federal de não comprar participações
diretas no capital de construtoras e incorporadoras, conforme prevê
a Medida Provisória 443.
Segundo ele, a decisão da Caixa foi
sensata, pois não era o momento de adotar a medida, que
considerou um "Frankenstein", "que enfiaram" em uma medida
provisória para bancos. “A maneira como foi colocada, que
era para salvar o setor [imobiliário]. O setor não
precisa salvar coisa nenhuma. O setor está indo muito bem,
obrigado”, disse. Safady Simão afirmou ainda que a medida
era uma intromissão indesejável no setor.
O presidente da CBIC fez questão
de deixar claro que mesmo com o setor indo bem, precisa de recursos
para capital de giro, pois houve encurtamento de crédito no
Brasil e no mundo.
“Isso não é pedir
socorro. Os governos do mundo inteiro disponibilizaram recursos para
que as empresas produzissem”, afirmou.
Quanto às demissões no
setor imobiliário, Simão disse que é normal pois
se trata de um fator sazonal (caraterística de determinados
períodos nos quais há maior ou menor atividade). Ele
admitiu porém que a redução da atividade em
função da crise tem influência na redução
dos postos de trabalho no setor neste final de ano.
“Temos uma queda de produção
no ano que vem. Temos o fator sazonal, que é o final de ano, e
vem o período de chuva”.
Ele disse também que não
pode avaliar de quanto foi a redução no setor com o fim
do boom imobiliário anterior à crise, que atingiu o país em outubro “Nós perdemos aquela gordura do
boom, da bolha do setor imobiliário que estava estourando. É
verdade que houve uma redução, mas eu não posso
avaliar, ainda”.
Para o empresário, o setor
deve voltar aos mesmos níveis de atividade de 2006, com
crescimento de 5% a 6,5%. Simão fez as declarações
ao chegar para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às
15h, ele tem reunião com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo
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