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4 de Dezembro de 2008 - 13h04 - Última modificação em 4 de Dezembro de 2008 - 13h35


Empresário diz que setor imobiliário não precisa ser salvo

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O setor imobiliário vai muito bem e não precisa ser salvo, na opinião do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão. Ela fez o comentário ao se referir à decisão da Caixa Econômica Federal de não comprar participações diretas no capital de construtoras e incorporadoras, conforme prevê a Medida Provisória 443.

Segundo ele, a decisão da Caixa foi sensata, pois não era o momento de adotar a medida, que considerou um "Frankenstein", "que enfiaram" em uma medida provisória para bancos. “A maneira como foi colocada, que era para salvar o setor [imobiliário]. O setor não precisa salvar coisa nenhuma. O setor está indo muito bem, obrigado”, disse. Safady Simão afirmou ainda que a medida era uma intromissão indesejável no setor.

O presidente da CBIC fez questão de deixar claro que mesmo com o setor indo bem, precisa de recursos para capital de giro, pois houve encurtamento de crédito no Brasil e no mundo.

“Isso não é pedir socorro. Os governos do mundo inteiro disponibilizaram recursos para que as empresas produzissem”, afirmou.

Quanto às demissões no setor imobiliário, Simão disse que é normal pois se trata de um fator sazonal (caraterística de determinados períodos nos quais há maior ou menor atividade). Ele admitiu porém que a redução da atividade em função da crise tem influência na redução dos postos de trabalho no setor neste final de ano.

“Temos uma queda de produção no ano que vem. Temos o fator sazonal, que é o final de ano, e vem o período de chuva”.

Ele disse também que não pode avaliar de quanto foi a redução no setor com o fim do boom imobiliário anterior à crise, que atingiu o país em outubro “Nós perdemos aquela gordura do boom, da bolha do setor imobiliário que estava estourando. É verdade que houve uma redução, mas eu não posso avaliar, ainda”.

Para o empresário, o setor deve voltar aos mesmos níveis de atividade de 2006, com crescimento de 5% a 6,5%.

Simão fez as declarações ao chegar para encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Às 15h, ele tem reunião  com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo



 


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