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Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), admitiu hoje
(22) que a promulgação da proposta de emenda à
Constituição que aumenta em mais de 7 mil o número
de vereadores nas Câmara Municipais só será
decidida em fevereiro do ano que vem.
“É
uma questão que vai ficar para fevereiro, quando o Supremo
Tribunal Federal (STF) vai oferecer seu veredicto sobre prerrogativa
que eu achei violada.”
Garibaldi disse que, como o processo
de votação da PEC dos Vereadores estava concluído,
a proposta deveria ter sido promulgada pelas Mesas Diretoras do
Senado e da Câmara. A Mesa da Câmara discordou da
promulgação da PEC, porque o Senado suprimiu o
dispositivo que trata da redução dos gastos com as
Câmaras Municipais e aprovou a parte que trata do aumento de
cadeiras de vereadores. O Senado queria promulgar a parte aprovada,
mas a Câmara não aceitou.
Garibaldi Alves Filho
disse que entende a reação da opinião pública
à aprovação da proposta. “Eu entendo até
que a reação da opinião pública nos leve
a refletir sobre o que realmente foi decidido. Então, vamos
ver o que a Justiça vai dizer.” Para o senador, a opinião
pública tem que ser ouvida sobre a PEC, de tal maneira que ela
(proposta) talvez só possa entrar em vigor na próxima
eleição para prefeitos e vereadores.
Diante da
negativa da Câmara de promulgar a PEC, a Advocacia-Geral do
Senado entrou com ação no Supremo para que a proposta
possa ser promulgada da forma que foi aprovada pelos senadores. É
que a parte aprovada pelo Senado já havia sido aprovada também
pela Câmara dos Deputados. Como a questão está
para ser decidida pelo STF, Garibaldi espera que em fevereiro a
justiça decida se a proposta deve ser promulgada.
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