|
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), disse hoje (22) que a Casa responderá rapidamente
aos questionamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a decisão
de não promulgar a proposta de emenda à Constituição
(PEC) que aumenta em mais de 7 mil o número de vereadores no
Brasil. Segundo ele, quando o questionamento do STF chegar, os
técnicos vão produzir o parecer que será enviado
ao Supremo assim que estiver pronto.
Chinaglia disse que já
era previsível a pressão popular contra a aprovação
da PEC com aumento do número de vereadores sem a redução
de gastos com as Câmara Municipais. “Todos os senadores que
fizerem discursos exagerados contra a Câmara estão sendo
cobrados. Por que ficaram contra a redução de gastos.
Por que ficaram contra a proposta da Câmara? Teria sido mais
fácil aprovar o que a Câmara aprovou”, afirmou.
De
acordo com Chinaglia, a decisão contrária à
promulgação da PEC foi orientada pelo mérito da
proposta votado na Câmara, que dizia que o aumento do número
de vereadores não implicava aumento de gastos. “Não
há como promulgar uma matéria deixando um artigo
interdependente de fora”, justificou.
O presidente da Câmara
destacou que uma PEC tem que ser votada com o mesmo conteúdo
nas duas Casas do Legislativo. “Se era para o Senado transformar
esse assunto em matéria prioritária, dado que a PEC
estava [na Casa] desde maio, não sei por que decidiram
votar na última sessão. Não seria tardio demais,
após as eleições, o Senado jogar água no
chope da Câmara depois de termos votado?”
Chinaglia
lembrou que a Câmara votou uma matéria que, ao mesmo
tempo, refazia a recomposição das Câmaras
Municipais e reduzia gastos.
|
|