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Brasília - A pauta de julgamentos prevista para 2009 no
Supremo Tribunal Federal (STF) indica que a Corte continuará sob os
holofotes ao ter que analisar questões de grande
repercussão social.
Em fevereiro, na volta do recesso judiciário,
será retomado o julgamento da constitucionalidade da
demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do
Sol, em Roraima, iniciado e interrompido duas vezes em 2008.
A
tendência é que seja confirmada uma decisão pela
saída de todos os produtores de
arroz e famílias de agricultores brancos que se recusam deixar a área de
1,7 milhão de hectares, por dicordarem da indenização oferecida pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Já foram oito votos a favor da demarcação
contínua até o novo pedido de vista, do ministro Marco
Aurélio Mello. Apesar de
improvável, tecnicamente, entretanto, ainda é possível
um decisão favorável à permanência dos
não-índios dentro da reserva, pois os votos dados até
agora podem ser mudados em função da posição
daqueles ministros que ainda não se manifestaram.
Também
deve ser concluída este ano a discussão sobre a
demarcação da reserva indígena Caramuru
Paraguaçu, na Bahia, que envolve a etnia Pataxó
Hã-hã-hãe. O julgamento foi interrompido em
setembro de 2008 por um pedido de vista do ministro Menezes Direito.
Outro debate polêmico a ser retomado no
tribunal diz respeito ao poder de investigação do
Ministério Público. A principal ação
sobre o tema é um habeas corpus ajuizado em favor de Sérgio
Gomes da Silva. Conhecido como Sombra, ele é acusado de ser
o mandante do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP)
Celso Daniel (PT). Dois ministros já se manifestaram sobre o caso e o
julgamento recomeçará com o voto do ministro Cezar Peluso.
Os ministros do STF ainda devem discutir no
plenário, em 2009, a possibilidade de interrupção
da gravidez de fetos anencéfalos, a constitucionalidade das
cotas raciais para estudantes negros incluídas no Programa Universidade Para Todos
(ProUni) , o reconhecimento da união
civil homoafetiva, o monopólio dos Correios nos serviços
postais do país, a possibilidade de importação
de pneus usados e a legalidade da inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de
cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Também
será objeto de trabalho na Corte a análise da ação referente ao recebimento de denúncia contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda
Antônio Palloci Filho, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge
Mattoso e o jornalista Marcelo Netto pela suposta quebra do sigilo
bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa e pela divulgação indevida
desses dados, em 2006.
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