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Antônio Cruz/ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala no programa Bom Dia Ministro, sobre a expansão do ensino médio e superior no país
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Brasília - O
ministro da Educação, Fernando Haddad, avaliou hoje (8)
que as mudanças previstas no novo acordo ortográfico
afetam “muito pouco” o cotidiano dos brasileiros. Ele ressaltou
que apenas 0,5% da língua portuguesa usada no país
vai sofrer alterações, mas admite que 2009 será
um período de adaptações – inclusive para professores e alunos da rede pública de ensino.
“O
acordo ortográfico simplifica a língua e é bem-vindo. É óbvio que vamos ter uma fase de transição,
mas as mudanças fortalecem a língua no mundo. O
português era a única língua que tinha mais de
uma ortografia e enfrentávamos resistência de organismos
internacionais. O acordo ortográfico vem reforçar a
presença da língua portuguesa no cenário
internacional”, disse, ao participar de entrevista a emissoras de
rádio durante o programa Bom dia, Ministro.
Haddad lembrou que as editoras de livros já estavam com as
publicações escolares prontas antes mesmo de o acordo
ortográfico ser aprovado e que as escolas públicas de
todo o país receberão, em 2009, livros desatualizados.
De acordo
com o ministro, o MEC aguarda posicionamento da Academia Brasileira de Letras à respeito de questões de ortografia da
língua portuguesa que ficaram pendentes, para que haja uma
orientação aos professores da rede pública de
ensino.
“Não
temos por que temer esse processo, ele vai ser bastante singelo. Temos
toda a condição de fazer isso em um curto espaço
de tempo, mas as duas ortografias convivem em 2009. Não se pode
punir um estudante por um erro de ortografia pelo fato de ele não
ter assimilado ainda a nova regra", disse. "Uma hora
se consolida a nova ortografia e as pessoas vão poder ser
julgadas”, completou.
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