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12 de Janeiro de 2009 - 11h20 - Última modificação em 12 de Janeiro de 2009 - 11h49


Amorim volta a defender conferência sobre paz no Oriente Médio

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a defender hoje (12), em Ramallah, na Cisjordânia, a realização de uma conferência internacional para discutir formas de se conseguir a paz no Oriente Médio.

Em entrevista coletiva, logo depois das reuniões com o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Salam Fayaad, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Riad Malki, o chanceler brasileiro ressaltou que no momento é necessário o cumprimento da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Eu acho que o que existe de mais imediato é buscar formas de implementar a resolução, é muito importante que os lados mais envolvidos no conflito dêem sinais claros de que eles estão dispostos a trabalhar pela resolução, naturalmente sempre na expectativa de que o outro lado também trabalhe pela resolução, eu creio que esse é o passo mais importante”, disse.

No entanto, ele destacou que, mesmo com o cumprimento do documento da ONU, ainda fica em aberto a questão da paz na região. “Para isso, uma conferência é necessária”, defendeu. Na opinião de Celso Amorim, é importante a realização desse encontro, mas que as condições sejam adequadas e que a liderança palestina não esteja enfraquecida pelos ataques.

“E sobretudo também pensar na hipótese de que uma conferência pode ser, como foi repetido aqui pelo ministro [Salam Fayaad, que falou aos jornalistas antes de Amorim], uma cúpula, porque isso colocaria pressão para que os países realmente procurassem a paz”.

Amorim reiterou que a sua visita ao Oriente Médio é em solidariedade ao povo palestino, porque é o que mais está sofrendo. “Não vamos entrar aqui em saber de quem é a culpa, mas o povo palestino, mulheres, crianças, todo dia têm morrido, isso tem que parar rapidamente, essa é a opinião de toda a comunidade internacional”, disse.

“Como eu disse ontem à ministra [dos Negócios Estrangeiros de Israel] Tzipi Livni, não é trivial que os Estados Unidos tenham se abstido [na votação da resolução do CS], não votaram a favor, mas também não vetaram, e se eles se abstiveram é porque estão começando a sentir também a pressão da opinião pública no mundo inteiro para que esses ataques cessem imediatamente”, acrescentou.

Ontem (11), Amorim se reuniu com autoridades de Israel. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Itamaraty, no encontro, ele apresentou as opiniões do Brasil a respeito do conflito, defendeu a realização de uma conferência internacional para encaminhar a paz e mostrou o desgosto brasileiro com o alto número de civis mortos.

Ele também mencionou que brasileiros que estão na Faixa de Gaza gostariam de sair da área e pediu o auxílio do governo israelense para facilitar a retirada desses brasileiros da região. O ministro disse que Livni o ouviu com atenção e tomou nota das preocupação do Brasil, que defende um cessar-fogo imediato.

Matéria alterada para correção de informação no segundo parágrafo.

 


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