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20 de Fevereiro de 2009 - 12h09 - Última modificação em 20 de Fevereiro de 2009 - 12h49


Nova fase do Galo da Madrugada inclui ações sociais e culturais

Ivy Farias
Enviada Especial

 
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Recife - Pela primeira vez desde a sua fundação, O Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco de Recife, desfilará amanhã (21) na Avenida Sul sem a presença de Enéas Freire, fundador e presidente emérito do bloco, que morreu em junho do ano passado. Sob o comando do novo presidente, Rômulo Meneses, O Galo da Madrugada será mais que uma agremiação da folia de Momo. "O Galo agora é cultural e social", disse ele, em entrevista à Agência Brasil, sobre a nova fase do bloco.

Sob a liderança do conservador Enéas, o Galo sempre se resumiu à folia do carnaval. Agora, o bloco conta com uma sede própria e uma série de projetos sociais e culturais. "Já adotamos a Praça Sergio Loretto [localizada à frente da nova sede da agremiação]. Vamos, junto com a prefeitura, ensinar os adolescentes que ficam ali a cuidar da praça", disse Meneses.

"Nossa idéia é transformar o Galo em uma força que não seja só do carnaval", acrescentou. Também está nos planos da diretoria a criação de um instituto que será batizado com o nome de Enéas freire, para oferecer cursos de qualificação profissional a pessoas de baixa renda. "Queremos ensinar música e costura, por exemplo. Precisamos de músicos de orquestra e costureiras que façam as fantasias para que o carnaval não acabe", afirmou .

Este ano, cerca de 200 pessoas de comunidades pobres vizinhas à sede do Galo desfilarão no bloco. "Elas fazem parte da nossa atividade social que ensina música e dança. Além de uma remuneração, de R$ 40, também ganham auto-estima", ressaltou o presidente.

Além das atividades sociais, o bloco pretende ser um centro cultural. "Queremos fazer um pólo para que o turista conheça o Galo fora do carnaval. Teremos exposições, fotos", disse. Neste ano O Galo da Madrugada não está apenas nas ruas do Recife. O site do bloco já está no ar com informações sobre a história do grupo. "É um novo tempo", comenta Meneses.



 


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