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Rio Janeiro - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar
Mendes, voltou a defender hoje (2) o fim das prisões
especiais. Segundo ele, a prisão especial refletia uma
preocupação com o próprio sistema carcerário,
mas à medida que o país vai evoluindo e o sistema
carcerário, melhorando, ela perde sentido.
“Imagino
que a tendência é caminhar para a superação
desse modelo”, afirmou o ministro durante o 1º Seminário
sobre o Sistema Carcerário, que termina amanhã (3)
Rio de Janeiro.
O projeto que prevê o fim da prisão
especial para portadores de diploma de curso superior e políticos
com foro privilegiado foi aprovado em votação simbólica
no Senado. O ministro Gilmar Mendes também reafirmou a
possibilidade do Judiciário exercer controle sobre as
atividades da Polícia, por meio de varas específicas.
Ele
ressaltou que as próprias varas de lavagem de dinheiro foram
criadas a partir de resoluções dos tribunais com base
em lei federal e que o controle judicial da atividade policial
poderia ser exercido nessas varas. De acordo com o ministro, em São
Paulo, já existe essa experiência, há varas que
exercem função de correção dos
inquéritos. “Logo, neste caso, juiz cumpre função
de controle. Não falo nenhuma novidade,”
Ontem (1º),
o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza,
afirmou que o controle externo das atividades da polícia é
atribuição do Ministério Público.
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