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Londres - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva considerou positiva a reunião do
G20 hoje (2), em Londres, que decidiu entre outras medidas criar um
fundo de socorro à economia mundial de US$ 1,1 trilhão.
Satisfeito com o resultado do encontro, Lula, em entrevista à
imprensa na Embaixada do Brasil, em Londres, comemorou o documento
final assinado pelos líderes.
“Nós vivemos
hoje um momento muito importante na história do mundo. Eu
estou participando há seis anos de reuniões de chefes
de Estado e há muito tempo, vínhamos tentando construir
alguma coisa que pudesse significar uma maior harmonia e um maior
entendimento entre os países”, afirmou.
De acordo com Lula, a
reunião foi marcada pela participação dos chefes
de Estado e de governo sem qualquer diferença entre países
desenvolvidos e em desenvolvimento. “Foi a primeira reunião
que eu participei em que os chamados países desenvolvidos
estavam em igualdade de condições com os países
em desenvolvimento. Nessa reunião, não havia ninguém
que sabia absolutamente de tudo, como se nós não
soubéssemos de nada”, disse.
Diante da decisão
do G20, de que países antes considerados pobres passem agora a
poder emprestar dinheiro, por meio do Fundo Monetário
Internacional (FMI), para os que estão afetados pela crise
mundial, o presidente brasileiro considerou como “chique,
soberano, o Brasil emprestar dinheiro para o FMI”.
Lula afirmou ainda que
“gostaria de entrar para a história como o presidente que
emprestou algum dinheiro para o fundo [FMI]”. O presidente admitiu
que o país tem condições de fazer o empréstimo,
mas que só vai divulgar o valor quando retornar ao Brasil.
O presidente da
República disse ainda que foi um êxito o avanço
no combate aos paraísos fiscais e um maior controle do
sistema financeiro internacional, metas contidas no documento do G20.
“Todo mundo se convenceu de que é preciso que haja uma
regulação do sistema financeiro mundial para que ele
esteja mais voltado ao setor produtivo e menos ao setor especulativo.
Também todo mundo se colocou de acordo de que não é
possível a coexistência de um mundo moral e ético,
um mundo desenvolvimentista, um mundo produtivo com os paraísos
fiscais que, no fundo, são por onde se lava o dinheiro do
narcotráfico, do crime organizado”, afirmou
O anúncio do fim
do protecionismo, outro compromisso assumido pelos países que
detêm 80% da riqueza do mundo, também foi comemorado
pelo presidente Lula. “Uma coisa que eu venho tentando há
quatro anos, aconteceu hoje. Ou seja, passar a discussão da
Rodada Doha para os líderes políticos e não mais
para os técnicos.” O presidente Lula
retorna ao Brasil na tarde de amanhã (3).
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