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Brasília - O
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou hoje (2) que os
produtores de carne ilegal de Mato Grosso não podem obrigá-lo
a fazer um acordo “mais frouxo” com a Associação
Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Ao
comentar as críticas feitas por parte do setor de que eles não
estariam sendo ouvidos pelo governo na negociação para
reverter os efeitos da crise financeira internacional, Minc disse que
alguns produtores que fornecem carne à Abiec estão
“dentro da linha” e outros não. E são exatamente esses últimos, segundo o ministro, que temem o acordo.
“Com
todo o respeito, disse a eles para irem se queixar com o papa
porque não é o acordo que tem que ser mais frouxo, eles
é que têm que tomar medidas para se adequar. Quero me comprometer com eles, mas eles não podem me
obrigar a fazer com a Abiec um acordo mais frouxo só para
continuarem podendo vender boi pirata, sem condições
sanitárias, com abate ilegal e ainda jogar as tripas do boi na
beira do rio.”
Após
participar de entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, Minc garantiu que o “pacto” com a Abiec deve
ser assinado ainda no final deste mês.
Outra
estratégia do governo, segundo ele, é negociar com o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
uma linha de financiamento específica que ajude a reerguer
frigoríficos quebrados por conta da crise. O ministro destacou
que os contratos dos empréstimos terão “cláusulas
ambientais” e que a fiscalização de abatedouros, por
exemplo, será feita em conjunto com a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“O que
gera má imagem para o Brasil é gente fazendo abate
ilegal, não cumprindo as condições sanitárias
necessárias e criando gado em unidades de preservação
ambiental. Quando a gente avança na questão sanitária,
na questão da legalidade e na questão ambiental, isso
só melhora as condições da carne brasileira para
conquistar novos mercados e até um preço melhor, porque
vai ser uma carne legal.”
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