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2 de Abril de 2009 - 15h17 - Última modificação em 2 de Abril de 2009 - 15h16


Ovos de páscoa têm índices de gordura e açúcar superiores ao recomendado, aponta Pro Teste

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A maioria dos ovos de páscoa comercializados nas grandes redes varejistas do país apresenta, em cada porção (25 gramas), teores de gordura e de açúcar superiores a 20% do limite diário considerado saudável. A constatação faz parte de uma pesquisa realizada por uma equipe de nutricionistas da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Ao todo, foram avaliadas 30 marcas – 13 infantis e 17 voltada aos adultos - dos principais fabricantes do produto. Em todos os ovos, foram encontrados índices acima do previsto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, no caso dos adultos, o consumo diário de até 50 gramas de açúcar. Já para as crianças de até três anos, o ideal é que sejam consumidos no máximo 14 gramas por dia.

Segundo a nutricionista da Pro Teste, Manuela Dias, o objetivo da análise é alertar principalmente os pais sobre a necessidade de controlar o consumo dos chocolates nessa época do ano.

“Não é preciso proibir a criança de comer ovo de páscoa, mas os pais devem estar atentos para evitar exageros. Um ovo de páscoa tem, em média, 150 gramas. Se a criança comer tudo de uma só vez estará ingerindo uma quantidade de açúcar e de gordura muito superior ao que ela precisa e isso pode gerar problemas de saúde a médio e longo prazos”, afirmou.

A nutricionista destacou que o consumo excessivo desses elementos pode desencadear a obesidade infantil e contribuir para o aparecimento de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e hipertensão.

Ela informou, ainda, que a entidade pretende notificar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o resultado do levantamento e cobrar a criação de uma legislação específica que limite a adição de açúcar e gordura nesses alimentos.

“Hoje, os fabricantes podem adicionar aos ovos o quanto quiserem desses elementos de modo a torná-los mais atrativos aos consumidores. Esse parâmetro é importante em produtos como o chocolate”, defendeu.

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os ovos produzidos por suas associadas seguem todos os padrões de qualidade e segurança alimentar aplicáveis ao setor. Além disso, a entidade argumenta que os produtos indicam, com clareza e exatidão, a sua respectiva lista de ingredientes e composição nutricional e que devem, como qualquer outro alimento, ser consumidos como parte de uma dieta balanceada.

Outro levantamento que avaliou as embalagens dos ovos também será divulgado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) nos próximos dias. Fiscais do órgão percorreram supermercados e lojas especializadas em chocolate, em diversos estados, para verificar se o peso dos ovos corresponde ao indicado nas embalagens e se os brinquedos que alguns deles trazem são certificados pelo Inmetro.

A divulgação dos resultados estava prevista para hoje (2), mas segundo a assessoria de imprensa do órgão, houve atraso no recebimento dos dados coletados em todo o país.

O Inmetro informa que em caso de dúvidas ou de reclamações sobre irregularidades os consumidores podem entrar em contato com o instituto pelo telefone: 0800 285 1818.



 


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