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Brasília - O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, descartou
hoje (30) abertura de investigação sobre a conduta do ministro Carlos
Alberto Menezes Direito que, segundo denúncia publicada hoje (30)
pela revista Istoé, teria usado privilégios em aeroportos concedidos
a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando já ocupava
cargo na Suprema Corte.
Segundo a revista, Menezes Direito fez
uso de privilégios para favorecer familiares e amigos nos embarques e
desembarques no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, entre fevereiro e dezembro de 2008.
“Não
tem nenhuma investigação a ser feita em relação ao ministro Menezes
Direito, não se atribuiu a ele nenhuma prática abusiva”, afirmou Mendes.
O presidente do STF disse que Menezes Direito é uma “pessoa correta, extremamente ética”,
com atuação exemplar no tribunal. Os supostos favorecimentos apontados
pela revista seriam, na avaliação do presidente do STF, procedimentos
normais.
“Há medidas que são tomadas em relação ao caráter cerimonial
ou de segurança dos ministros, algum auxílio que se presta nos
aeroportos, na saída ou na entrada das aeronaves, mas sem nenhuma
conotação de privilégio. Isso é feito tendo em vista características de
cerimonial, de segurança e integridade dos próprios ministros”, disse.
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