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Brasília - A principal dificuldade
que os estados vão enfrentar na reforma curricular do ensino
médio, proposta pelo Ministério da Educação,
será a falta de professores preparados para atender o novo
modelo, avalia a presidente do Conselho Nacional de
Secretários de Educação (Consed), Maria
Auxiliadora Seabra.
“A proposta é
interessante em algumas medidas. O ensino médio passa por uma
crise de identidade, hoje, com um amontoado de disciplinas”, afirma.
A presidente do Consed,
alerta para o fato de que, muitas vezes. o professor não está ainda preparado
nem para atender ao atual modelo. Ela acredita que será
necessário um grande esforço das
universidades para atender a formação dos profissionais de ensino em grandes áreas do conhecimento.
“O professor formado
em biologia às vezes não domina nem todo aquele
conteúdo, como poderá dar aulas de outras áreas?
Precisamos de um esforço conjunto porque as universidades
ainda resistem muito a esse modelo mais amplo de formação”,
disse.
O Consed vai montar um
grupo de trabalho para debater o projeto apresentado pelo MEC. Um dos
pontos que precisa de maior discussão, segundo
Auxiliadora, é o repasse de verbas do ministérios para
apoiar os projetos em cada estado. A princípio, o ministério
garantiu verba extra para as 100 escolas que tiveram as piores notas
no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Essa questão
precisa ser dimensionada. Para a gente avaliar a eficácia
desse novo modelo, ele teria que funcionar tanto em boas escolas, como
em escolas com problemas”, afirmou.
O Conselho Nacional de
Educação (CNE) vai realizar audiências públicas
para discutir o novo modelo de ensino médio. O processo deve
ser concluído até julho. Depois dessa etapa, o
ministério começará as negociações
com os estados.
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