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Brasília - A Operação
Turko, deflagrada hoje (18) pela Polícia Federal, para combater
crimes de pornografia infantil na internet, especialmente
em redes de relacionamento social, marcará o início de
um combate mais efetivo e constante à essa prática no
Brasil. A promessa foi feita por delegados em entrevista coletiva
convocada para dar informações sobre a operação,
que envolve 92 mandados de busca e apreensão e já
resultou na prisão de oito pessoas.
“Ainda não
tínhamos feito uma operação de combate à
pornografia infantil em rede de relacionamento social. Essa é
a primeira de uma série de várias que se seguirão,
até que os criminosos tenham certeza de que, se publicarem ou
armazenarem pornografia infantil, iremos identificar e a Justiça
brasileira irá responsabilizá-los”, afirmou o
delegado Carlos Eduardo Sobral, da Unidade de Repressão a
Crimes Cibernéticos.
Anteriormente, a PF
realizou perações de combate à
pornografia infantil na internet apenas em redes e programas ponto a
ponto. Até o ano passado, a filial brasileira do provedor
Google, responsável pelo site Orkut, resistia em colaborar com
as autoridades nacionais na identificação de crimes
praticados na rede de relacionamento. Entretanto, após um
acordo firmado com a própria PF, o Ministério Público
Federal e a CPI da Pedofilia no Senado, o provedor passou a oferecer
informações de perfis denunciados por internautas.
Também
viabilizou o novo foco de combate da PF a Lei 11.829, que alterou o
Estatuto da Criança e do Adolescente para tornar crime a posse
de material pornográfico infantil.
“Pornografia infantil
deve ser encarada como entorpecente. Possuir imagens com esse
conteúdo é tão grave quanto portar cocaína”,
defendeu o delegado da Divisão de Direitos Humanos da PF,
Stênio Santos Souza.
O senador Magno Malta
(PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, ressaltou que o alcance da
operação policial irá muito além do
número de pessoas presas.
“Quando prende-se um
alvo desse, prende-se um sujeito que espalha esse material em rede e
estimula a propagação do crime”, disse Malta.
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