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Brasília - O ministro da Educação, Fernando
Haddad, disse hoje (28) que vai pedir ao Conselho Monetário
Nacional (CMN) a revisão dos contratos antigos do Fundo de
Financiamento do Ensino Superior (Fies). Desde 2007, os juros do
programa foram reduzidos de 9% para 6,5%, mas o repasse não
foi feito aos contratos anteriores à mudança. O
programa do governo federal é destinado a estudantes da
graduação no ensino superior que não têm
condições de arcar integralmente com os custos de sua
formação.
“A redução não foi
retroativa aos antigos contratos, então nós vamos levar
esse pedido ao CMN. Nós entendíamos que aquela medida
precisa ter esse caráter retroativo, mas isso não foi
feito e só foi identificado depois que os estudantes trouxeram
a demanda para a gente”, disse.
Segundo Haddad, o ministério estuda ainda
pedir uma nova redução na taxa de juros do Fies. Hoje a
taxa é de 3,5% ao ano para os cursos de licenciatura,
pedagogia, normal superior e tecnológicos e de 6,5% ao ano
para as demais graduações.
“Isso ainda está em estudo, mas a taxa
precisa se aproximar da inflação oficial”, calcula o
ministro. Segundo Haddad, a cobrança de juros precisa garantir
apenas a recapitalização do fundo para financiar os
estudos de novos estudantes, sem rendimentos maiores.
“A inadimplência, por exemplo, não
pode ir para a conta do estudante. O Fies não pode estar
dentro das regras tradicionais do sistema financeiro”, afirmou.
Hoje o ministro da Educação e o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva assinaram um projeto de lei que reforma o
Fies. Os estudantes que optarem por graduações em
licenciatura poderão pagar o financiamento com trabalho.
A ideia é que o estudante possa
financiar 100% dos custos com a mensalidade e depois quitar a dívida
trabalhando em escolas públicas. Para cada mês
trabalhado, 1% da dívida consolidada será abatido.
Segundo o ministro, ainda não se sabe se a proposta pode ser
estendida a outras áreas do ensino superior.
Edição: Aécio Amado
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