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Rio de Janeiro - O primeiro posto de abastecimento de carros e motos com
energia elétrica proveniente da luz solar no Brasil foi aberto hoje (10) na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e é
um projeto pioneiro desenvolvido pela Petrobras Distribuidora (BR). De
acordo com a estatal, circulam na cidade mais da metade das 300 motos
elétricas do país e cerca de 20 carros movidos a eletricidade, que
poderão usar a unidade. Segundo pesquisas citadas pela empresa, o
posto vai atender à demanda de veículos elétricos, com crescimento estimado
de 50% ao ano. Apesar de ser considerada uma inovação
tecnológica, a energia solar do novo posto é mais cara que a gasolina
ou o óleo diesel. Para rodar 60 quilômetros com gasolina, por exemplo, o
motorista desembolsa cerca de R$ 15. Já para rodar o mesmo trecho com a
energia solar, o custo é de R$ 30. Além disso, a energia consumida dentro de casa é mais barata que a do eletroposto. Cada quilowatt/hora (kWh) doméstico custa R$ 0,40. Na unidade, o preço é de R$ 2,60. A
vantagem de encher o tanque com energia solar, segundo o diretor da
Rede de Postos e Serviço da BB, Edimário Oliveira Machado, é a redução
do impacto ambiental, causado tanto pela produção da energia não
renovável, como a proveniente do petróleo, quanto pela energia produzida por
termelétricas e hidrelétricas, por exemplo. “Quem adquire um
carro elétrico, ou uma moto, está mais preocupado com a questão
ambiental do que com a questão do combustível. Aqui, será usada a
energia captada do sol, de resíduo zero, impacto ambiental zero, mas
que neste momento vai custar mais caro”, afirmou Machado. “No
custo desse produto, está a preservação do planeta”, reforçou. De acordo com ele, dentro de um ou três anos, à medida que o projeto for multiplicado, a
energia será mais competitiva em relação à gasolina e à energia elétrica doméstica. Machado disse ainda que a empresa avaliará a procura das redes de
postos para definir a instalação de novas unidades no país. Ele informou que, no Rio, em Niterói, há concentração de veículos elétricos, o que
pode demandar um eletroposto na cidade.
Edição: Nádia Franco
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