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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (12), em Aracaju, que a economia
nacional estaria melhor se alguns setores da indústria não tivessem
entrado em pânico por causa da crise financeira mundial. Ele garantiu
que a economia vai crescer.
O Produto Interno Brito (PIB), a
soma de todas as riquezas produzidas no país, caiu 0,8% no primeiro
trimestre do ano em comparação ao quarto trimestre de 2008, segundo
dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), terça-feira (9). O setor industrial registrou a maior queda, de
3,1%
“Poderíamos ter conseguido dados
melhores, se não houvesse um certo pânico em alguns setores
empresariais brasileiros. Se a indústria automobilística, por exemplo,
não tivesse dado férias coletivas para desovar os seus estoques,
certamente a produção industrial teria sido maior”, disse o presidente, após
inaugurar escola profissionalizante na capital de Sergipe.
Segundo
Lula, apesar do recuo, os dados demonstram que o país já deu “uma
guinada importante para cima”. “O Brasil tem hoje uma balança comercial diversificada, tem
uma relação comercial ainda mais diversificada. Não há por que o Brasil
não crescer, ou seja, o governo fez muitos investimentos, o povo
acreditou e consumiu bastante”, acrescentou.
Em relação ao
empréstimo de US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI),
Lula disse que não afeta as reservas internacionais, que somam US$ 204
bilhões. “O Brasil ficou mais forte, está com a economia arrumada,
grande estabilidade econômica. Tudo fica mais fácil de ser feito”,
afirmou.
É a primeira vez que o país faz este tipo de empréstimo
para o fundo. Os títulos serão expressos em Direito Especial de Saque
(DES), uma espécie de moeda do fundo.
Edição: Antonio Arrais
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