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Brasília - O Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central (BC) considera que qualquer
redução da taxa básica de juros, Selic, adicional às que já ocorreram neste ano deverá ser feita de maneira “parcimoniosa”. A
informação consta da ata da última reunião do comitê, divulgada
hoje (18) pelo BC. "A
despeito de haver margem residual para um processo de flexibilização, a
política monetária deve manter postura cautelosa, visando assegurar a
convergência da inflação para a trajetória de metas", informa o documento.
Neste ano, os juros
básicos foram reduzidos em 1 ponto percentual, em janeiro, mais 1,5
ponto percentual, em março, novamente 1 ponto percentual, em abril,
e por fim mais 1 ponto percentual na reunião do Copom realizada
neste mês. Atualmente a Selic está em 9,25% ao ano e ficou pela
primeira vez em um dígito. A decisão de reduzir a taxa não foi
unânime. Seis diretores sugeriram a redução de 1
ponto percentual e dois votaram pelo corte de 0,75 ponto percentual.
Segundo a ata, o comitê avalia que as decisões sobre a taxa básica "têm que levar
em conta a magnitude do movimento total realizado desde janeiro,
cujos impactos sobre diversos indicadores econômicos ficarão
evidentes ao longo do tempo". “Sendo assim, alguns diretores
consideraram que seria apropriado, nestas circunstâncias, reduzir
imediatamente o ritmo de flexibilização monetária, implementando
de forma mais suave a parte remanescente do processo de ajuste”.
Mas a maioria optou por manter o ritmo de cortes da Selic em 1 ponto percentual.
O Copom ressaltou, por
outro lado, que houve “convergência” dos membros do comitê
quanto a expectativas de mais cortes de juros, o que depende de projeções e da trajetória da inflação. “O
Copom entende, também, que a preservação de perspectivas
inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema
financeiro e da economia em um novo patamar de taxas de juros seja
cuidadosamente monitorado ao longo do tempo”.
A
ata lembra que as perspectivas de inflação para 2009 e 2010 estão
abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN) de 4,5%. A meta tem margem de 2 pontos percentuais
para mais ou para menos.
Edição: Tereza Barbosa
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