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Brasília - O debate sobre
segurança pública tem envolvido boa parte dos delegados que participam
da 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Representantes da sociedade civil e de governos consideram que é o
setor onde o Estado precisa mais avançar a partir desta conferência.
O
presidente do bloco Olodum, João Jorge Rodrigues, denuncia o que chama
de genocídio da juventude negra pela polícia e pelo crime organizado.
Durante a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, ele
criticou a ausência do ministro da Justiça, Tarso Genro, para um debate
específico sobre o assunto.
“Um encontro como esse, importante
para a sociedade brasileira, um ministro da Justiça não estar presente
significa que essas demandas da população negra, homossexuais,
travestis, ciganos, indígena não é relevante para o Estado brasileiro.
Esse é um equívoco que a gente precisa corrigir urgente. Temos que
dialogar mais. Queremos ser ouvidos.”
A secretária de Promoção
da Igualdade Racial da Bahia, Luiza Bairros, também vê na segurança uma
das áreas onde as políticas públicas ainda não garantem a proteção e o
direito à vida da população negra.
Ela acredita, no entanto, que
a partir da conferência os municípios se sentirão pressionados a
investir nessa área. “Se nós não conseguirmos sair da conferência com
um caminho e uma resposta para a questão da segurança nós teremos
falhado com um setor que representa o futuro da nossa sociedade, que é
a juventude.”
A 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial começou na quinta-feira e termina hoje (28),
com a aprovação de um documento que deve avaliar as políticas públicas
de promoção de igualdade racial e indicar novos caminhos para os
governos federal, estaduais e municipais.
Edição: Lílian Beraldo
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