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Brasília - Os líderes das religiões de matriz africana tiveram atuação marcante na
2ª Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial, encerrada
nesse domingo (28). A plenária final referendou uma série de propostas destinadas a garantir o combate à intolerância religiosa.
Os
delegados recomendaram o mapeamento cartográfico social dos terreiros
de todo o país, a garantia de aposentadoria para religiosos e a
responsabilização de emissoras de TV ou rádio pela veiculação de
matérias de cunho racista e discriminatório, com multas diárias no caso
de práticas de intolerância.
O ministro da Secretaria Especial
de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, se
comprometeu a formular um plano nacional de combate à intolerância
religiosa e a apoiar a criação de um fórum nacional do movimento de
religiosos de matriz africana. “Estamos à disposição das entidades para
essa luta, que consideramos extremamente legítima”, diz o ministro.
O
diretor de projetos e pesquisa da Federação Brasiliense e Entorno de
Umbanda e Candomblé, Ribamar Veleda, acredita que a conferência marcará
uma novo momento na conscientização da sociedade. “É uma luz que
estávamos buscando ao longo de muito anos e que agora começa a se
acender. Sabemos que muito tem a ser feito, mas sabemos que o pontapé
inicial está sendo dado aqui hoje”.
A comunidade indígena também
avalia como positivos os debates e encaminhamentos da 2ª
Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial. A defesa dos
territórios indígenas e do processo de regularização foi reforçada na
plenária final por representante de outros movimentos, como negros e
ciganos. No âmbito institucional, a Seppir se comprometeu a analisar a
proposta de criação de uma subsecretaria indígena.
Para a
representante do Conselho Nacional das Mulheres Indígenas, Maria Helena
Azumezohero, a garantia de espaço para as comunidades na conferência e
o diálogo com outros movimentos também são importantes conquistas.
“Tivemos a participação aqui de representantes indígenas de todos os
estados e, por isso, conseguimos avançar nas nossas propostas. Agora
vamos aguardar uma resposta sobre a subsecretaria na Seppir.”
A
liderança indígena também levou para aprovação na plenária final
recomendações na área de educação, principalmente visando ao cumprimento
do Plano Nacional de Educação Indígena e ao aumento da oferta de vagas
para índios no ensino superior.
Edição: Tereza Barbosa
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