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Brasília - Sob
ameaça de expulsar Honduras do bloco, a Assembleia Geral
da Organização dos Estados Americanos (OEA) estabeleceu hoje (1º) prazo de 72 horas para que o novo governo do país devolva o poder ao presidente
deposto José Manuel Zelaya, derrubado após um golpe militar no
último domingo (28).
Em um
comunicado, a OEA reafirmou que Zelaya é o presidente
constitucional de Honduras e exigiu a restitutição
“imediata, segura e incondicional” do líder às suas
funções. “Nenhum governo resultante dessa interrupção
inconstitucional será reconhecido”, diz o texto.
Na nota,
a OEA declarou estar “profundamente preocupada” com a crise
política deflagrada no país, que provocou “uma
alteração inconstitucional da ordem democrática”.
Além de condenar “energicamente" o golpe militar, a OEA
classificou de “detenção arbitrária” a
expulsão de Zelaya de Honduras.
A destituição do presidente pelas Forças Armadas
foi determinada pela Suprema Corte e pelo Congresso Nacional de
Honduras, logo após a convocação de um
plebiscito. Zelaya foi levado para a Costa Rica e depois seguiu
para a Nicarágua.
Durante coletiva de imprensa em Nova York,
ele prometeu voltar a Honduras amanhã (2). Mas o novo governo
já determinou a prisão do presidente deposto caso ele retorne ao
país.
Edição: Juliana Andrade
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