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Brasília - O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo
Carvalho, informou há pouco que o ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia
não reconheceu as assinaturas que constam em três atos secretos
envolvendo a nomeação e a exoneração de Lia Raquel Monturil Vaz Souza do
gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Carvalho disse, ainda,
que o ex-diretor fez novas denúncias de irregularidades na instituição,
mas elas não envolveriam senadores. O próximo a ser ouvido será o
ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.
Agaciel foi
interrogado, por mais de quatro horas, no inquérito da Polícia
do Senado que investiga a prática de nomeação e exoneração de
funcionários, por meio de atos secretos, em gabinetes de senadores, sem
o conhecimentos dos parlamentares. A investigação foi iniciada a partir
da denúncia feita por Demóstenes Torres de que Lia Raquel teria sido
nomeada para uma função no seu gabinete.
Diante da negativa de
Agaciel da autoria do ato administrativo, o diretor da Polícia do
Senado informou que pedirá uma perícia no documento original para
comprovar se as assinaturas são de Agaciel ou de outra pessoa. Carvalho
também afirmou que convocará Zoghbi para depor. “Ele disse que a
assinatura não é dele e teremos que pedir uma perícia para comprovar”,
explicou.
Segundo o diretor,
Agaciel teria sido bastante detalhista nas respostas e disse que foi
Zoghbi quem trouxe Lia Raquel para o Senado. “Ele disse que a Lia
entrou no Senado por meio do Zoghbi e não dele [Agaciel]. Então, vamos
chamar o Zoghbi para ser ouvido sobre esse fato.”
Inicialmente,
Carvalho descartou a possibilidade de acareação entre os dois
ex-diretores. Ao fim das investigações, acrescentou, se houver
comprovação de práticas criminosas, os envolvidos poderão ser
indiciados e responder criminalmente.
Edição: Lana Cristina
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