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Brasília - A informatização
do registro de ocorrências criminais nas delegacias policiais é
fundamental para a prevenção de crimes futuros, mas ainda é
pequeno o número de estados brasileiros que dispõem da tecnologia
necessária para esse serviço. A conclusão é de
pesquisadores, gestores públicos e policiais brasileiros e
estrangeiros que participam, desde segunda-feira (6), em Brasília,
do 18° Simpósio Internacional sobre Criminologia de Ambientes e
Análise Criminal.
De acordo com os participantes do
simpósio, que termina hoje (10), os departamentos policiais na
maior parte do país não têm informações precisas no
levantamento de boletins de ocorrência, porque aindanão foram feitos os investimentos necessários na tecnologia apropriada , nem foram capacitados profissionais em número suficiente para
lidar com ferramentas informatizadas.
Segundo Alex Canuto, técnico da
Secretaria Nacional de Segurança Pública e um dos organizadores do
simpósio, isso impede a polícia de realizar uma análise espacial
do crime no país. “Precisamos criar a cultura da informatização
na polícia. Em muitos estados, a polícia ainda lida com os casos de
crimes oralmente, não tomando nota deles", disse o técnico.
Canuto ressaltou que, quando há
informações criminais catalogadas e informatizadas nas delegacias
policiais, há precisão no levantamento de boletins de ocorrência,
que torna possível a criação de um mapa de "mancha criminal''
– um mapeamento que indica os locais e situações onde cada tipo
de crime ocorre com mais frequência.
Na opinião de Alex Canuto, isso
fornecerá elementos para planejar melhor as políticas de segurança
pública no país. "Permitirá executá-las com mais rapidez e
mais precisão”, afirmou.
A informatização dos registros
criminais é uma das propostas que os organizadores do simpósio
pretendem encaminhadas para discussão na 1° Conferência Nacional
de Segurança Pública (Conseg), de 27 a 30 de agosto, em Brasília.
Edição: Nádia Franco
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