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Manaus - O ministro da Ciência
e Tecnologia, Sergio Rezende, disse hoje (13) que o governo não
pretende estabelecer nenhuma “censura” à base online de
currículos da Plataforma Lattes, mantida pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A legitimidade do
sistema virou alvo de polêmica após a divulgação de que o
currículo da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, incluía
informações erradas sobre títulos de mestrado e doutorado.
“Não vamos criar
nenhum tipo de censura sobre o sistema Lattes”, afirmou Rezende, em
entrevista durante a 61ª reunião anual da Sociedade Brasileira para
o Progresso da Ciência (SBPC). “A responsabilidade sobre as
informações é das pessoas que as colocam lá.”
Segundo Rezende, a base
de currículos da Plataforma Lattes “é uma conquista do Brasil”
e tem despertado interesse de outros países por um sistema
semelhante. “Nenhum país do mundo tem um banco aberto como esse,
com mais de 1 milhão de currículos”, defendeu.
Os presidentes da SBPC,
Marco Antonio Raupp, e da Academia Brasileira de Ciência (ABC),
Jacob Palis, também se manifestaram contrários à criação de
regras de controle mais rígido sobre as informações do sistema
Lattes. As duas entidades defendem o aperfeiçoamento da plataforma.
Palis disse que o
sistema é “uma grande conquista da comunidade científica
nacional” e listou vantagens, como a atualização individual, o
que agiliza o processo, e a possibilidade de comparação entre os
currículos mesmo por pessoas que não sejam ligadas ao meio
científico, como jornalistas em busca de fontes e consultores.
Segundo Palis, a SBPC e
a ABC vão apresentar um manifesto público em defesa da Plataforma
Lattes, com sugestões para aperfeiçoamento do sistema. Entre as
ideias, estão a criação de senhas para os usuários e a escolha
periódica de alguns currículos para verificação por amostragem.
“Ninguém vai arriscar incluir informações falsas se souber que
pode cair na malha fina”, comparou.
Edição: João Carlos Rodrigues
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