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21 de Julho de 2009 - 11h48 -
Última modificação
em 21 de Julho de 2009 - 23h01
Adolescente negro tem quase três vezes mais risco de ser assassinado do que branco
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal JR/ABr
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Brasilia - O professor da Uerj, Ignácio Cano, a representante do Observatório de Favelas Raquel Willadino, o representante do Unicef Manoel Bivunich, durante o lançamento do Índice de Homicídios na Adolescência
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Brasília - O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
A íntegra do estudo pode ser consultada na internet.
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos. O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.
A coordenadora do
Programa de Redução da Violência Letal do
Observatório de Favelas, Raquel Willadino, traçou um perfil dos adolescentes que mais morrem por homicídio no
Brasil: são meninos, negros e moradores de favelas ou de
periferias dos centros urbanos. Segundo ela, há ainda forte
relação com o tráfico de drogas.
Alterada para acréscimo de informação // Edição: Juliana Andrade
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