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Brasília - O investimento
estrangeiro direto (IED) está em US$ 1,3 bilhão em julho, até hoje
(27), e deve fechar o mês em US$ 1,6 bilhão, segundo o Banco
Central (BC).
Segundo o chefe do
Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esse investimento no
setor produtivo da economia seria de mais de US$ 2 bilhões neste mês
se não fosse uma venda pulverizada (quando vários investidores
podem participar da operação) de ações.
Lopes explicou que
houve ingresso de dólares para a compra dessas ações, mas em
seguida um acionistas tirou do país US$ 850 milhões. Essa operação
foi da venda de ações da Visanet.
Em junho, o IED somou
US$ 1,450 bilhão, e no primeiro semestre, US$ 12,648 bilhões. A
previsão do BC é fechar o ano com US$ 25 bilhões de entrada desses
recursos, contra mais de US$ 45 bilhões registrados no passado.
A redução é
consequência dos efeitos da crise econômica internacional. “À
medida que o tempo passa, esse quadro fica mais claro e se observa
que os fundamentos são mais sólidos. Por isso, a tendência é
atrair mais recursos. Isso não significa que venhamos a ter um
crescimento tão expressivo quando comparado com 2008, um ano
excepcional do ponto de vista do investimento direto. Mas, do ponto
de vista da participação no total do investimento direto na
economia global, certamente a nossa participação vai crescer
expressivamente”, disse Lopes.
Ele acrescentou que
está sendo observado também “fluxos impressionantes” de
aplicações em ações. “Renda fixa também com fluxos bastante
positivos.”
Em julho, até hoje
(27), houve ingresso de US$ 5,450 bilhões em ações negociadas no
país, até agora o maior volume desde abril de 2008 (US$ 5,865
bilhões). Esse ingresso foi influenciado pela operação da Visanet.
Já em junho, houve
retirada de US$ 65 de ações negociadas no país, a primeira saída
desde fevereiro deste ano, quando foi registrada US$ 321 milhões.
No caso da renda fixa,
em junho, o ingresso foi de US$ 1,708 bilhão em junho e de US$ 1,113
bilhão neste mês, até hoje (27).
Edição: João Carlos Rodrigues
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