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Brasília - O PSDB
encaminha no fim da tarde de hoje (28) a representação ao Conselho de Ética do Ética para que se apurem as denúncias de
irregularidades administrativas contra o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP). O documento engloba as quatro denúncias já
encaminhadas pelo líder tucano Arthur Virgílio Neto
(AM). Segundo o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), a
assessoria jurídica avalia neste momento se serão
feitas quatro representações – uma para cada denúncia
– ou apenas uma que inclua todas as queixas.
Guerra
ressaltou que a decisão do PSDB de representar contra Sarney
de forma partidária no conselho tem como objetivo fazer com
que o colegiado funcione. “Nossa proposta é que o Conselho
de Ética funcione não na base de pré-julgamentos
ou tropa de choque. O partido tem a convicção de que
essas denúncias [feitas por Virgílio] não
devem ser esquecidas.”
O senador
disse ainda que será preciso enfrentar no Conselho de Ética
uma segunda etapa no processo de julgamento do Senado – a
realização do debate qualificado das denúncias e
seu julgamento, uma vez que Sarney teria hoje maioria no conselho.
Sérgio Guerra ressaltou ainda a preocupação do
PSDB com as intervenções feitas pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva a favor da permanência de Sarney na
presidência do Senado.
“Houve
uma ação política para instrumentalizar José
Sarney no cargo”. Segundo ele, isso teria como finalidade a
preservação de uma aliança política entre
PT e PMDB para eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
à presidência da República em 2010.
Guerra
também contesta a isenção do presidente do
Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), que é segundo
suplente do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e considerado
aliado político de Sarney. “Se Cabral quer ajudar a democracia, que coloque
no Senado o seu primeiro suplente, Régis Fichtner, [atual
chefe da Casa Civil fluminense].”
Sobre a
possibilidade de o PSDB requerer a suspeição de Duque
na volta aos trabalhos no conselho – pelas declarações
favoráveis ao arquivamento das representações de
Virgílio –, Guerra disse apenas que se “ele [Duque]
se mostrar um presidente que respeita o regimento” será
preservado.
Edição: Talita Cavalcante
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