|
Brasília - A disposição
declarada pela psicóloga Rozângela Alves Justino de
continuar a oferecer terapia para cura do homossexualismo masculino
e feminino poderá lhe render punições mais
graves do que a censura pública aplicada hoje (31) pelo Conselho
Federal de Psicologia (CFP).
Segundo o presidente do
CFP, Humberto Verona, a censura pública será exposta
no Diário Oficial da União e em publicações regionais de
psicologia para notificar a sociedade do comportamento indevido da
profissional, que está, em tese, proibida de manter esse tipo de conduta.
“Ela [Rozângela]
foi condenada por este tribunal de ética a não mais
reincidir na prática. Havendo reinserção na
prática, terá que arcar com todas as consequências
possíveis”, disse Verona, se referindo às penalidades
disciplinares de suspensão do exercício profissional
por 30 dias ou de cassação do registro, mais graves do
que a censura pública. Tais penalidade poderiam ser aplicadas
em um novo processo ético movido por denunciantes.
“Pela lógica,
se ela teve uma censura pública, que é a terceira em
gravidade, num processo provavelmente a pena será mais grave do
que esta”, confirmou Verona.
O CFP esclareceu que
psicológos não podem sugerir modificação
da orientação homoafetiva do cidadão nem
oferecer tratamento para tal. Mesmo se procurados por clientes em
sofrimento psíquico decorrentes de sua opção
sexual, os psicólogos não podem prometer cura.
“Eles podem ouvir o
sofrimento e ajudar a pessoa a superar, através de um terapia
de aceitação ou de acolhimento”, assinalou Verona.
Advogados de Rozângela
Muniz vão recorrer à Justiça Federal contra a
decisão do CFP, sob o argumento de que a cliente foi vítima
de constrangimento, humilhação e intimidação.
Edição: Lílian Beraldo
|
|